AFC Marrocos, Burquina Faso e RDC tornam-se membros

A instituição pan-africana disse que esta nova adesão eleva o número total dos seus membros para 31, dos fazem parte Cabo Verde e a Guiné-Bissau

No primeiro trimestre de 2021, a Sociedade Financeira Africana, Africa Finance Corporation (AFC na sua sigla inglesa)) incorporou três novos membros, nomeadamente: Marrocos, Burquina Faso e República Democrática do Congo.

Num comunicado divulgado nesta quarta-feira, 9 de junho 2021, a instituição pan-africana disse que esta nova adesão eleva o número total dos seus membros para 31.

“Através da expansão com novos membros e da nossa experiência técnica, vamos poder cada vez mais, fornecer infraestrutura crítica com foco em energia, energia renovável e infraestrutura digital para reconstruir uma economia mais resiliente e sustentável pós Covid-19”, disse Samaila Zubairu, Presidente e CEO da AFC.

Por seu lado ao comentar a adesão do Marrocos, o ministro da Economia, Finanças e Reforma Administrativa, Mohamed Benchaaboun, disse que o seu país “está feliz por ingressar na AFC num momento tão crítico. Esperamos concluir os procedimentos legais de ratificação o mais rápido possível, para que possamos colher os muitos benefícios da associação ao AFC, incluindo a sua forte rede, à medida que continuamos o nosso programa de busca de parcerias estratégicas na África Subsaariana “.

Ao referir-se a adesão do seu país, o Ministro da Economia, Finanças e Desenvolvimento de Burquina Faso, Lassané Kaboré, declarou: “Como parte do nosso compromisso para reduzir a pobreza no Burquina Faso e transformar a economia, esperamos trabalhar com a AFC, uma instituição pan-africana , desenvolver projetos de infraestrutura em setores catalisadores como transporte, logística e mineração para o desenvolvimento sustentável do país ”.

Recorde-se que a AFC é uma instituição financeira multilateral, criada por estados africanos para fornecer soluções pragmáticas para diminuir o déficit no desenvolvimento e financiamento de projetos de infraestrutura, recursos naturais e ativos industriais com o objetivo de aumentar para a produtividade e crescimento económico dos estados africanos.

Fundada em 2007, a AFC investiu mais de 8,7 mil milhões de dólares em países africanos, através do seu acesso exclusivo aos mercados de capital globais para estimular o desenvolvimento, integrar as economias do continente e transformar vidas, ao mesmo tempo oferecer um retorno competitivo do investimento aos nossos acionistas.

A falta de acesso a energia confiável, a redes de transporte modernas e eficientes e infraestrutura de telecomunicações precária são aspetos que restringem o crescimento económico e limitam o desenvolvimento do continente.

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