Angola FMI desembolsa 772 milhões de dólares

Restaurar a sustentabilidade externa e fiscal, melhorar a governança, diversificar a economia e promover o crescimento liderado pelo setor privado

O FMI anunciou num comunicado, nesta quarta-feira, 9 de junho 2021, o desembolso de 772 milhões de dólares, no final da quinta revisão do Programa de Financiamento Ampliado de que Angola vigente até final do ano, e ao abrigo do qual o país já recebeu 3,9 mil milhões de dólares de um total de 4,5 mil milhões.

Segundo o mesmo comunicado lido por Mercados Africanos, o objetivo é o de restaurar a sustentabilidade externa e fiscal, melhorar a governança e diversificar a economia para promover o crescimento económico sustentável liderado pelo setor privado.

“Angola está em transição para uma recuperação gradual do choque do COVID-19 apoiada por preços globais do petróleo mais altos, baixos níveis de infeções por COVID-19 relatadas e o início da campanha de vacinação” acrescenta o FMI no mesmo comunicado.

“Os efeitos da pandemia continuam a ser sentidos na economia e na sociedade, no entanto, no entanto as autoridades têm apoiado a recuperação através de políticas sólidas que visam estabilizar ainda mais a economia, criar oportunidades de crescimento inclusivo e proteger os mais vulneráveis ​​da sociedade angolana” enfatiza o FMI.

Ligada a esta aprovação e com o apoio do FMI, o governo angolano fez saber nesta quarta-feira, 9 de junho 2021, através de um comunicado, do Ministério das Finanças, que solicitou aos parceiros soberanos a paralisação do serviço da dívida bilateral não garantida para o período 1 de Julho a 31 de Dezembro de 2021.

Esta solicitação foi justificada nesse comunicado, pelos resultados obtidos na implementação do programa de reformas macroeconómicas com ênfase na gestão da dívida.

“Após avaliação da conjuntura, o Governo de Angola através do Ministério das Finanças decidiu aproveitar a prorrogação final da Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida do G20 (DSSI) e solicitou aos seus parceiros soberanos que continuassem a paralisação do serviço da dívida bilateral não garantida de 1 de Julho a 31 de Dezembro de 2021”, lê-se nesse comunicado.

Relativamente ao âmbito e duração, a extensão do DSSI proporcionará a Angola fundos adicionais para continuar a mitigar as consequências da pandemia da Covid-19 e aumentar a capacidade do Governo de Angola de continuar a desenvolver e implementar o seu programa de longo prazo de crescimento económico sustentável para o país.

Por outro lado, e também articulado com o programa em curso apoiado pelo FMI, a ministra das finanças de Angola, Vera Davies, disse nesta quarta-feira, 9 de junho 2021, em entrevista à agência de informação financeira Bloomberg, que o país não deverá ir aos mercados de capitais este ano.

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