Libéria: Weah quer marcar “golos” contra a corrupção

A Comissão Anticorrupção da Libéria anunciou a todos os funcionários do governo que são obrigados a declarar os seus ativos até julho de 2021.

Na nova visão de boa governança, a Comissão Anticorrupção  da Libéria (LACC na sua sigla em Inglês) anunciou a todos os funcionários do governo que são obrigados a declarar os seus ativos até julho de 2021.

A LACC é um órgão governamental autónomo com o mandato de examinar os problemas de corrupção no governo liberiano e indicaram que a declaração de bens de funcionários do governo ajudaria o LACC a cumprir os seus deveres e funções, ajudando a minimizar a corrupção no ciclo do governo.

Desde 2018, ano da ascensão do presidente George Weah ao cargo supremo, membros de seu governo ainda não divulgaram os seus bens, o que viola as leis liberianas, causando um retrocesso no trabalho do LACC.

A luta contra os possíveis corruptos está atrasada de acordo com as autoridades do LACC, pois ainda não declararam os seus bens desde que se tornaram funcionários do governo.

O LACC (Comissão Anticorrupção da Libéria) ameaçou que qualquer funcionário do governo que tiver seus bens negados ou consagrados enfrentará a sanção total das leis.

A sua jurisdição estende-se a todas as agências do setor público na Libéria e seus funcionários, incluindo departamentos governamentais, conselhos locais, membros do parlamento, ministros, judiciário e governo.

A missão da instituição, entre outras , é prevenir, combater e reduzir a corrupção nos setores público e privado e promover a boa governação, a integridade e o Estado de Direito.

O LACC por lei, é o principal órgão governamental de combate e prevenção à corrupção, no entanto, não pode ter sucesso sem parcerias fortes e amplas com cada gestor e cada cidadão nos níveis comunitário, nacional, regional e internacional.

Recorde-se que George Manneh Oppong Weah é ex-jogador de futebol profissional e que antes de sua eleição em 2018, para a presidência, tornou-se no primeiro ex-jogador de futebol profissional africano a ser chefe de Estado.

Durante a sua carreira de 18 anos como futebolista, Weah, foi atacante e passou 14 anos em clubes de França, Itália e Inglaterra.

Arsène Wenger levou-o pela primeira vez para a Europa, contratando-o pelo Mónaco em 1988.

Weah foi depois para o Paris Saint-Germain em 1992, onde ganhou a Ligue 1 em 1994 e foi o “artilheiro” da Liga dos Campeões da UEFA na época de 1994-95.

Assinou pelo A.C. Milan em 1995, onde passou quatro temporadas de sucesso, vencendo a Serie A duas vezes.

Mudou-se para a Premier League no final de sua carreira e teve passagens pelo Chelsea e pelo Manchester City, vencendo a FA Cup no primeiro, antes de retornar a França para jogar pelo Marselha em 2001.

Encerrou a carreira no Al-Jazira em 2003.

Considerado um dos maiores jogadores africanos de todos os tempos, em 1995 foi eleito Jogador Mundial do Ano pela FIFA e ganhou a Bola de Ouro, tornando-se o primeiro e até agora único jogador africano, a conquistar esses prémios.

Em 1989, 1994 e 1995, também foi eleito o Futebolista Africano do Ano e, em 1996, o Jogador Africano do Século.

Esperemos que seja tão bom presidente como foi futebolista.

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