11 de Novembro, 46° aniversário da Independência de Angola.

Há 46 anos o humanista, médico e poeta, António Agostinho Neto, presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), proclamou em Luanda, com o Exército sul-africano perto da capital, a independência do seu país, que se encontrava em clima de guerra civil, uma vez que não fora possível chegar a consenso sobre quem é que deveria suceder à colonização portuguesa.

Num país rodeado por vizinhos racistas – as então Rodésia, Africa do Sul, Namíbia – o então líder do MPLA proclamava a Independência, “correspondendo aos anseios mais sentidos do Povo”.

Em plena guerra civil, naquela que viria a ser conhecida precisamente como a Praça da Independência, em Luanda, o líder do MPLA anunciava: “Em nome do Povo angolano, o Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola, proclama solenemente perante a África e o Mundo a Independência de Angola.”

No seu discurso, Agostinho Neto referiu-se ao “longo caminho percorrido que representa a história heroica de um Povo que sob a orientação unitária e correta da sua vanguarda, contando unicamente com as próprias forças, decidiu combater pelo direito de ser livre e independente”, lembrando “a madrugada de 4 de Fevereiro de 1961” como o início da luta “contra a dominação colonial portuguesa”.

O líder deixou claro que “a nossa luta não foi nem nunca será contra o povo português”, e acrescentava que, “a partir de agora, poderemos cimentar ligações fraternas entre dois povos que têm de comuns laços históricos, linguísticos e o mesmo objetivo: a liberdade”.

Na tarde do dia anterior, 10 de novembro de 1975, a bandeira portuguesa tinha sido arriada no Palácio do Governo pela última vez.

Angola foi a última colónia portuguesa em África a conseguir a independência. Guiné-Bissau tinha declaro unilateralmente, nas zonas libertadas em setembro de 1973. Em junho de 1975 tinha sido a vez de Moçambique e um mês depois, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

Na mensagem ao Povo angolano, o atual presidente do MPLA e da República, João Lourenço, ressaltou que a ocupação colonial foi o primeiro grande teste à capacidade de resistência, à destemida capacidade de lutar pelos nossos direitos e objetivos, à inquebrantável união perante os grandes desafios e à firme vontade de vencer.

“Temos um passado que nos orgulha e nos impele para a construção de um futuro melhor”, realçou. O Presidente referiu que fazer de Angola uma Nação próspera é o principal desafio do nosso tempo e o mesmo está ao alcance”.

pub

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite o seu comentário!
Por favor, digite o seu nome aqui


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.