2021: Nos JO Tóquio lugar à nova geração (II)

Do futebol, ao atletismo passando pelos desportos de combate, África brilhou em todos as competições em que participou em 2021.

Mercados Africanos relembrou em dois artigos, a contribuição africana ao desporto Mundial neste ano de 2021.

 

37 medalhas olímpicas

Medalhas dos JO Tóquio 2020
Medalhas dos JO Tóquio 2020

Nas Olimpíadas de Tóquio as delegações africanas regressaram com 37 medalhas, 11 das quais de ouro. Será que correspondeu às expectativas?

Para o continente, foi uma olimpíada cheia de surpresas.

Com exceção do corredor de longa distância queniano Eliud Kipchoge, nenhum outro ex-campeão olímpico africano conseguiu defender o seu título.

Com onze medalhas de ouro, os africanos brilharam no atletismo, na natação e no caratê, mas não conseguiram vencer nas modalidades coletivas.

O Quénia destacou-se ao ficar em 19º lugar no mundo nestes Jogos Olímpicos com 10 medalhas, incluindo 4 de ouro.

 

Atletismo continua a ser o preferidos dos africanos

Faith Kipyegon vencedora dos 1.500 metros femininos nos JO Tóquio
Faith Kipyegon vencedora dos 1.500 metros femininos nos JO Tóquio

No atletismo, os atletas africanos voltaram a destacar-se, com um total de 23 medalhas (oito de ouro, sete de prata e oito de bronze), principalmente em longas distâncias.

Além da dupla vitória na maratona, o Quénia conquistou o ouro nos 800 metros masculinos com Emmanuel Korir e nos 1.500 metros femininos com Faith Kipyegon, enquanto a etíope Selemon Barega venceu os 10.000 metros e o ugandense Joshua Cheptegei, os 5.000 metros e teve o luxo de ganhar a de prata nos 10.000 metros.

A ugandense Peruth Chemutai venceu a corrida de obstáculos feminina de 3.000 metros, enquanto o marroquino Soufiane El Bakkali encerrou 37 anos de domínio queniano na mesma categoria para os homens.

Um desempenho que lhe valeu o primeiro título olímpico do seu país desde os Jogos de 2004 em Atenas.

Os Jogos Olímpicos de Tóquio também deram a Burquina Faso a primeira medalha de sua história, com Hugues Fabrice Zongo, que terminou em terceiro no salto triplo com 17,47m.

Apesar de o atleta ter lutado pelo ouro, a sua atuação foi vivida como uma grande vitória em Ouagadougou, onde foi saudado como um herói ao chegar ao aeroporto internacional.

 

Mas os atletas africanos também brilharam na natação e no Karatê

Feryal Abdelaziz vencedora no Karatê dos JO Tóquio na categoria até 61kg
Feryal Abdelaziz vencedora no Karatê dos JO Tóquio na categoria até 61kg

A nadadora sul-africana Tatjana Schoenmaker subiu por duas vezes ao pódio ao dominar os 200 metros bruços e ao conquistar a prata nos 100 metros.

O tunisiano Ayoub Hafnaoui completou os resultados positivos dos africanos nas piscinas ao tornar-se o campeão olímpico nos 400 metros livres.

A última medalha de ouro africana foi no karatê, uma das novas modalidades admitidas aos jogos deste ano: Feryal Abdelaziz venceu a prova até 61kg, a única medalha de ouro do Egito.

O marfinense Cheick Cissé não conseguiu manter o título olímpico, o primeiro do seu país.

Mesmo assim, África conquistou quatro medalhas no taekwondo, incluindo a medalha de prata para o jovem tunisiano Mohamed Khalil Jendoubi na categoria até 58 kg.

 

A grande decepção dos desportos coletivos

Seleção masculina de andebol do Egito nos JO Tóquio
Seleção masculina de andebol do Egito nos JO Tóquio

Os africanos não ganharam uma única medalha nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

No entanto, a seleção masculina de andebol do Egito conseguiu um magnífico torneio olímpico, terminando na quarta posição, após ter sido derrotada pela Espanha, após uma luta feroz (31-33) e causaram grandes problemas à França, futura campeã olímpica, nas semifinais (23-37).

No futebol, o Egito também falhou nos quartos-de-final contra o Brasil (0-1), que conquistou o ouro uma semana depois, enquanto a Costa do Marfim, após eliminar a Alemanha na primeira fase, perdeu nos quartos-de-final contra a Espanha no prolongamento (2-5).

Já a Nigéria não brilhou no basquete, nem no feminino nem no masculino.

Único representante do continente, perdeu seis jogos sem nunca ter ilusões. Uma deceção enorme, principalmente para os Tigres, que haviam derrotado os Estados Unidos num amistoso em Dallas, dias antes do início dos Jogos.

 

Conclusão

Este Jogos Olímpicos de Tóquio mostraram ao mundo o potencial das novas gerações africanas com medalhas históricas para jovens africanos ptovando que o futuro está garantido.

 

O que pensas disto? Quais foram para ti os grandes feitos do desporto africano deste ano? Dá-nos a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

 

Ver Também:

Em 2021, África brilhou no desporto mundial (I)

pub

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite o seu comentário!
Por favor, digite o seu nome aqui


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.