2021: O ano político africano.

Eleições Presidenciais

2021 foi um ano de eleições presidenciais no continente.

Em janeiro, o presidente de Uganda, Yoweri Museveni, foi reeleito para um sexto mandato apesar de intensos protestos da oposição.

No Níger, o país teve que ir à segunda volta eleger um novo líder: Mohammed Bazoum derrotou seu oponente e o ex-presidente Mahamane Ousmane para o cargo supremo.

No Benim, Patrice Talon foi reeleito em abril para um segundo mandato, ao vencer na primeira volta, num ato eleitoral amplamente boicotado pela oposição.

O presidente Denis Sassou Nguesso manteve o seu controle pelo poder na República do Congo (Brazzaville). Uma vitória pelo 4º mandato no meio de um triste acontecimento: a morte de seu oponente Perfect Kolelas devido ao Covid-19.

No Chade Idris Deby foi reeleito, porém a vitória durou pouco.

Segundo noticiado foi ferido na testa durante uma batalha com os rebeldes e sucumbiu aos seus ferimentos logo após a proclamação de sua vitória.

Um dos seus filhos Mahamat Idriss Déby assumiu imediatamente a chefia de um Conselho Militar de Transição.

Em agosto, na sua sexta tentativa à presidência, o líder da oposição na Zâmbia, Hakainde Hichilema, vence as eleições e substitui Edgar Lungu numa votação muito renhida, mas uma vitória muito aclamada no país.

Na Gâmbia, Adama Barrow estendeu o seu mandato após vencer seu oponente Ousanou Darboe, com 53% dos votos.

Um novo vento soprou em São Tomé e Príncipe, bem como em Cabo Verde, onde os candidatos da oposição a venceram as eleições em 2021.

No lado do Corno de África, em Djibouti, o presidente Ismael Guelleh foi reeleito em abril à primeira volta com 98% dos votos para o seu quinto mandato.

África no centro das cimeiras

Embora o ano de 2021 tenha sido marcado por uma pandemia, grandes cimeiras ocorreram no continente.

Entre elas estão a cimeira China-África realizada no Senegal, a cimeira sobre o financiamento das economias africanas que teve lugar em Paris e contou com a presença de muitos líderes africanos entre os cerca de 30 chefes de Estado presentes.

Em outubro, centenas de jovens empresários africanos, ativistas dos direitos civis e ativistas reuniram-se em Montpellier para uma Cimeira África-França.

Em novembro, os líderes africanos na Cimeira do clima COP26 pediram às nações ricas que tomassem mais medidas. Cabe aos grandes emissores aumentar suas ambições e reduzir radicalmente suas emissões.

Um continente abalado por golpes

Desde 2010, que se tinha visto um declínio constante no número de golpes de estado em África.

Mas essa vertente foi posta à prova em 2021.

Um golpe na Guiné-Conacri depôs o presidente Alpha Condé, de 83 anos, que tinha iniciado um polémico terceiro mandato. Soldados amotinados liderados pelo coronel Mamadi Doumbouya tomaram o poder aplaudidos pela população.

No Mali, Assimi Goita consolidou os poderes de seu regime ao expulsar os seus parceiros civis, num golpe orquestrado.

Outros golpes de estado poderiam ter ocorrido, mas eles falharam.

No Níger e no Sudão, onde ainda não há solução política para a distribuição do poder, o que gerou fortes protestos.

Quanto a Madagáscar, a tentativa de assassinato do presidente Andry Rajoelina a de 20 de Julho de 2021, levou ao indiciamento de 20 suspeitos, incluindo dois cidadãos franceses, por “colocarem em perigo a segurança do Estado”.

Protestos civis e manifestações

Na África do Sul, saques generalizados ocorreram durante os protestos mortais contra a condenação e prisão do ex-presidente Jacob Zuma por corrupção em Julho. Pelo menos 50 pessoas morreram nos tumultos.

No país vizinho, Eswatini, também se viveram motins, quando a população, especialmente os jovens, se revoltaram contra a monarquia do rei Mswatini.

Os protestos também abalaram a Tunísia quando o presidente Kais Saied assumiu o poder total em julho, suspendendo o parlamento e adiando as eleições parlamentares.

Conflitos armados e tensões diplomáticas

Na RDC, a província de Kivu do Norte viu os ataques de milícias rebeldes se intensificarem este ano, juntamente com um aumento nas violações dos direitos humanos.

Em Fevereiro de 2021, o embaixador italiano Luca Attanasio morreu num ataque a uma coluna da ONU na região.

Os ataques mortais continuaram no Sahel, no Mali e no Burquina Faso, à medida que o conflito civil na Etiópia dava voltas dramáticas entre os rebeldes em Tigray e as forças governamentais, forçando o primeiro-ministro Abiy Ahmed a ir para a frente.

As tensões entre o Marrocos e a Argélia atingiram um pico raramente visto quando a Argélia cortou relações diplomáticas com o Reino, especialmente por causa da questão da soberania sobre o Saara Ocidental.

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