2021, Um Natal melhor… mas ainda diferente.

De forma global, sobretudo nos países, culturas e sociedades onde se festeja o Natal… este estava a começar a parecer-se muito com o Natal como era vivido antes da pandemia… digo estava, até que a variante Ómicron interveio.

A última variante da Covid gerou temores globais de que se seja forçado a uma repetição de Dezembro do passado ano 2020, quando o mundo cancelou o Natal.

Em 2020, para os que decidiram restringir, as decisões foram tomadas menos de uma semana antes do grande dia e o caos que se seguiu no afã de se chegar em casa antes que as restrições entrassem em vigor, está bem vivo nas nossas memórias.

Recordo falar com amigos que tentavam a todo o custo sair de Abidjan e chegar à aldeia (village) antes que se fechasse a capital económica da Costa do Marfim.

Mas o mesmo viveu-se em Londres, de onde publicamos o nosso e vosso magazine e tantas outras cidades por esse mundo fora.

Doze meses depois e com uma, duas e mesmo três doses de vacinas para os mais afortunados (tal como eu) havia esperanças de que tais decisões pudessem ser evitadas este ano.

No entanto, com as percentagens de casos a disparar em flecha muitos temem a pouco mais de um dia do Natal, que os governos decidam apertar e restringir para evitar o que se passou em janeiro de 2021, com os hospitais a transbordar e as mortes a subir.

A um dia do Natal, mesmo os eternos otimistas são mais cautelosos do que o eram ainda há um mês atrás. Politicamente poucos governos tiveram a coragem do primeiro-ministro dos Países Baixos (Holanda) que confinou.

Países houve que fecharam bares e discotecas, mas para depois do fim do dia do Natal, com um “olho” na economia dum setor muito castigado desde o início da pandemia.

Outros, aplicaram medidas a “meio gás”, para que a economia não sofresse nesta época natalícia característica da subida das despesas das famílias e de uma “injeção” forte na hotelaria, comércio e restauração, sem esquecer os transportes.

Mesmo com a preocupação da Ómicron muitos seguramente quererão uma espécie de desforra do Natal de 2020 e compensar tudo o que terá faltado o ano passado.

Muitos outros têm sido mais cautelosos e segundo os órgãos especializados aumentaram os cancelamentos de reservas em restaurantes.

O mesmo acontece no setor dos transportes. Após uma forte recuperação a variante está a atingir as vendas de inverno, mas não as de verão, já que todos estamos convencidos que o verão de 2022 vai ser, finalmente, a sério.

O teletrabalho está a voltar em velocidade, assim como se exigem cada vez mais “passaportes” de vacinas para entrar em lugares públicos tal como em Portugal e na Suíça.

Todos – sobretudo os Governos – estamos atentos às informações sobre a Ómicron nos próximos dias e das eventuais restrições que ainda possam vir depois de publicarmos este artigo.

No entanto, e a menos que os encontros sejam cancelados por completo, o que não nos parece que venha acontecer, as pessoas vão comprar presentes para os familiares que, no ano passado, só foram vistos virtualmente e os mais pequenos terão certamente os presentes do Pai Natal, desde que este também tenha feito o teste e seja negativo.

2021 será sem dúvida um Natal melhor do que foi em 2020, mas ainda… diferente.

Com votos de Boas Festas para todos os nossos leitores, de toda a equipe de Mercados Africanos.

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