Embora todos saibamos que as mulheres africanas, pela sua luta no dia-a-dia celebram e dão conteúdo ao Dia da Mulher Pan-africana, todos os dias, nesta data o continente demonstra que valoriza e não esquece o que elas fizeram, fazem e continuarão a fazer por todos nós e pelo continente.

O que é o Dia da Mulher Pan-Africana?

Também conhecido como o “Dia da Mulher Africana”, o Dia da Mulher Pan-africana é comemorado todos os anos no dia 31 de julho, dia reservado para celebrar e homenagear as conquistas das mulheres africanas e defender a igualdade de género em África e que foi comemorado pela primeira vez a 31 de julho de 1962 em Dar Es Salaam, capital da Tanzânia.

Mais tarde este dia deu origem à formação da Organização Pan-Africana das Mulheres (PAWO na sua sigla inglês), a primeira e mais antiga organização coletiva de mulheres da África.

A PAWO, no seu início, foi formada para contribuir para a libertação do continente do colonialismo, pôr fim ao apartheid e defender a abolição de todas as práticas discriminatórias contra as mulheres africanas.

Nesta comemoração do Dia da Mulher Pan-Africana deste ano, 2021, que ocorre num contexto difícil devido à pandemia, deve-se reconhecer os ganhos obtidos nos esforços para a igualdade de género e o empoderamento das mulheres no continente.

No entanto, para além das leis e políticas proclamadas, há ainda um longo caminho a percorrer nas mudanças de mentalidade, em vários domínios, e a necessária vontade política para serem implementadas através de ações concretas, no dia-a-dia.

Independentemente das declarações políticas de líderes africanos e da luta das mulheres a estrutura institucional e legal para promover e proteger esses ganhos ainda permanece problemática em várias partes do continente, sobretudo nas questões relacionadas com heranças e a propriedade, sobretudo a da terra.

Entre as razões apresentadas que continuam a corroer os avanços obtidos na igualdade de género e no empoderamento das mulheres, está a fraca implementação de leis progressivas, por exemplo, a regra das quotas – nem todos concordam – o não cumprimento de leis e políticas que promovam claramente o respeito às questões relacionadas com a participação das mulheres na vida politica, na organização e na cultura dos partidos políticos e no acesso de mulheres líderes e de negócios a recursos financeiros, entre outros.

Outros fatores incluem a dificuldade das mulheres em obter cargos de liderança real económica, financeira e política

A liderança política, mas também social, empresarial e cultural dos países africanos deve garantir que as medidas tomadas sejam postas em prática e implementadas e que se leve a sério a igualdade de género e o empoderamento das mulheres nos processos eleitorais e de nomeação para os órgãos de liderança nacional, assim como, a inclusão de mulheres em funções de tomada de decisão que removam os estereótipos.

Cabe-nos, a nós os média, estar na vanguarda para mudar a narrativa sobre igualdade de género e empoderamento das mulheres africanas.

Feliz Dia da Mulher Pan-africana.

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