3,3M milhões dólares em projetos ferroviários.

Os grandes projetos ferroviários destinados a facilitar e aumentar os volumes negociados com os estados vizinhos, tem sido a grande ambição da Tanzânia, para se tornar um centro comercial na África Oriental.

Embora essa ambição já esteja em curso, o país ainda aguarde o apoio de investidores para conseguir materializar essas aspirações e poder desenvolver os projetos ferroviários que têm planeados.

As boas noticias são que o Banco Africano de Desenvolvimento anunciou que recebeu 3,3 mil milhões de dólares em compromissos de investidores para o projeto do corredor ferroviário para ligar, Dar es Salaam (Tanzânia) a Bujumbura (Burundi) e Kinshasa (RD Congo), com uma extensão planeada para Kigali (Ruanda).

Isso faz parte de um pacote de promessas de 8,77 mil milhões de dólares feitas por investidores para a África Oriental no Fórum de Investimento Africano de 2021.

O referido corredor faz parte dos projetos ferroviários de bitola padrão que a Tanzânia gostaria de desenvolver para conectar os seus portos, em particular o de Dar es Salaam, às áreas sem litoral do seu interior. Os países visados ​​são Burundi, República Democrática do Congo, Zâmbia, Ruanda e Uganda.

Considerado a 2ª plataforma portuária mais importante da África Oriental, depois de Mombasa, o porto de Dar Es Salaam tornou-se um elo essencial na cadeia de abastecimento de alguns dos países mencionados.

No quadro destas novas perspetivas, a Tanzânia fez grandes investimentos para aumentar as capacidades de receção de seu principal porto.

Recorde-se que a Tanzânia tem um total de 3.676 quilómetros de linhas ferroviárias operadas por dois sistemas ferroviários, Tanzania Railways Corporation (TRC) e Tanzania – Zambia Railways (TAZARA).

O Quénia tem uma rede ferroviária de 2.778 quilómetros de linhas. A linha principal liga o Porto de Mombasa a Nairobi e à fronteira Quénia/Uganda em Malaba.

Em 2017, o Quénia inaugurou a ferrovia de 579 quilómetros Nairobi – Mombasa Standard Gauge Railway (SGR), que corre paralela à linha ferroviária Quénia / Uganda. A introdução do SGR viu um aumento de carga e passageiros entre Mombasa e Nairobi.

A rede ferroviária desenvolvida total de Uganda cobre 1.250 quilómetros, mas até recentemente apenas 265 quilómetros estavam atualmente em serviço. Recentemente a Uganda Railways Corporation iniciou um ambicioso exercício de renovação em um esforço para acelerar o desenvolvimento e estimular o comércio.

Essa malha ferroviária deve fortalecer a diversidade de fontes de abastecimento para esses países, impulsionando a integração regional.

 

O que achas desta aposta da Tanzânia? E do desenvolvimento dos projectos ferroviários no continente? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

 

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Imagem: © Aninews
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