400 milhões de dólares para infraestruturas em África.

A Corporação Financeira Africana (Africa Finance Corporporation), que se concentra em financiar infraestruturas em todo o continente, angariou 400 milhões de dólares através de um empréstimo sindicado para reforçar as suas operações, numa altura em que a região procura recuperar dos efeitos da pandemia.

A noticia foi divulgada nesta terça-feira, 18 de Janeiro de 2022, pela agência de informação financeira Bloomberg, que precisou que a AFC recolheu a verba através de um empréstimo sindicado a três anos, que teve ofertas 2,5 vezes superior à oferta inicial, superando o montante inicialmente previsto de 300 milhões de dólares.

Embora estes novos fundos sejam utilizados em parte para substituir dívida quase na maturidade, a AFC conseguiu atrair novos investidores principalmente da África do Sul, Médio Oriente e Coreia do Sul, sublinhou a Bloomberg.

“O continente precisa de muitos recursos para recuperar do Covid”, disse Banji Fehintola, diretor sénior e tesoureiro da AFC, acrescentando que “É importante continuar diversificando nossas fontes de financiamento.”

O empréstimo, angariado por um grupo de 12 bancos, faz parte do plano de aumentar o endividamento total este ano de 2 mil milhões de dólares através uma combinação de vários instrumentos financeiros. E

O Absa Group Ltd. da África do Sul, o Mashreqbank PSC de Dubai e o Korea Development Bank foram os principais investidores da AFC, entre os quais também faziam parte o Standard Chartered Plc e o Bank of China Ltd.

Recorde-se que a AFC é uma instituição financeira multilateral, criada por estados africanos para fornecer soluções pragmáticas para diminuir o déficit no desenvolvimento e financiamento de projetos de infraestruturas, recursos naturais e ativos industriais com o objetivo de aumentar para a produtividade e crescimento económico dos estados africanos.

Fundada em 2007, a AFC investiu mais de 9,8 mil milhões de dólares em 35 países africanos, através do seu acesso exclusivo aos mercados de capital globais para estimular o desenvolvimento, integrar as economias do continente e transformar vidas, ao mesmo tempo oferecer um retorno competitivo do investimento aos nossos acionistas.

A falta de acesso a energia confiável, a redes de transporte modernas e eficientes e infraestruturas de telecomunicações precária são aspetos que restringem o crescimento económico e limitam o desenvolvimento do continente.

Em dezembro 2021 a AFC, incorporou três novos países, nomeadamente: Marrocos, Burquina Faso e República Democrática do Congo.

 

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