7 anos depois a Moody’s dá “B3” ao crédito soberano de Angola

A agência de classificação financeira internacional Moody’s anunciou nesta segunda-feira, 13 de setembro 2021 que elevou a anotação de crédito de longo prazo de Angola de Caa1 para B3, a primeira em 7 anos (2015).

A agência notou que este desempenho é justificado pela subida dos preços do petróleo, melhor indicador da dívida e governação mais forte.

“Uma governação mais forte, especialmente na qualidade das instituições executivas e legislativas do país que se reflete em vários aspetos do perfil de crédito”, disse a Moody’s no comunicado, acrescentando que: “preços do petróleo mais altos em comparação com o ano passado e uma taxa de câmbio estável permitirá o impacto positivo dos esforços de consolidação fiscal ”.

Desde este anúncio, os títulos angolanos saltaram nos principais centros financeiros do mundo.

“Se há um país que merece uma melhoria na sua classificação, é Angola”, disse Simon Quijano-Evans, economista-chefe da Gemcorp, acrescentando que raramente se viu um país realizar reformas nos momentos mais difíceis, ajudando assim a garantir o crescimento futuro e estabilidade ”, citado pelo magazine online da especialidade Capital Markets in Africa consultado por Mercados Africanos.

O Fundo Monetário Internacional (FMI), que aprovou um desembolso de 772 milhões de dólares para Angola em junho passado (2021), espera que a economia cresça pela primeira vez este ano após anos de retração.

A agência de notação financeira Moody’s reconhece uma “governação corajosa” e “não eleitoralista” ao manter a perspetiva estável da nota de risco do país, significando maior capacidade de atração de investimento e de endividamento externo, ao aumentar a classificação anual de Caa1 para B3.

No país, o governo reagiu bem a esta decisão e o Ministério das Finanças, citado pelo Jornal de Angola, disse que as Agências de Classificação de crédito, Standard and Poor’s, Fitch Ratings e Moody´s enfatizam a melhoria do perfil do crédito soberano do Governo de Angola e o reforço da governação em termos de qualidade das instituições do país.

“As referidas agências perspetivam igualmente que a continuidade dos esforços para a manutenção da estabilidade cambial e da posição externa do país (Reservas Internacionais), bem como a continuidade do engajamento do Executivo de Angola em prosseguir com a consolidação fiscal, melhoria estrutural da gestão da dívida e das finanças públicas continuarão a exercer um impacto positivo de melhoria da notação do risco soberano”, afirmou o Ministério da Finanças.

Nesta senda, prossegue o Ministério das Finanças na sua declaração oficial, o Executivo da República de Angola reafirma o compromisso com a estabilidade macroeconómica e com as reformas estruturais em curso visando a retoma do crescimento da economia angolana numa base mais ampla e inclusiva, a criação de emprego e o bem-estar da população em geral.

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