O economista guineense, Aliu Soares Cassama, disse que a grande fragilidade do país está na sua dependência a monocultura de caju. Prova disso, segundo o quadro sénior de um dos bancos comerciais da capital Bissau, é o fato, de cerca de 95% das receitas e 70% das receitas tributárias da Guiné-Bissau provêm da comercialização da castanha de caju.

Em entrevista a FinançasAfrik/MercadosAfricanos, Aliu Soares Cassama lembra que nenhuma economia pode sobreviver sob a pendência de um único produto de comercialização, dai que, considera a economia da Guiné-Bissau de vulnerável a choques externos derivados da variação de preços deste produto no mercado internacional.

“Nota-se na nossa economia uma grande correlação entre o preço da castanha de cajú no mercado internacional e o crescimento económico do país. Quando os preços estão em alta o crescimento económico é forte e dinâmico, e quando os preços estão em baixa o crescimento económico é débil ou quase inexistente”, refere o economista guineense.

Para minimizar o impacto da vulnerabilidade da economia guineense, na perspectiva de Aliu Soares Cassama, é preciso imprimir maior  dinamismo no  Comércio internacional, tendo em conta que os números das transacções marítimas não são os mesmos, visto que a receita da Guiné-Bissau depende muito do Comercio Internacional.

“A nossa economia continua a ser limitada pelo seu alto nível de dependência da castanha de caju, o que não contribui para um crescimento almejado e isso provoca uma acentuada instabilidade macroeconómica”, concluiu o economista guineense.

A Guiné-Bissau, afirma Aliu Soares Cassama,   está numa encruzilhada pelo que, há que haver soluções para fazer face o que considera de previsão “pessimista” do FMI.

Assim, o economista guineense recomenda um conjunto de acções, nomeadamente:

Desenvolvimento do sector industrial, reformas do sistema do ensino, e do sistema fiscal, adopção de uma estratégia Nacional de desenvolvimento, diversificação da economia, combate a corrupção no aparelho de estado, aposta no endividamento que garanta o desenvolvimento sustentável do país.

Se todas essas condições foram reunidas, na visão de Cassama, a Guiné-Bissau não iria sentir o impacto forte e brutal da pandemia de COVID 19 na Economia Nacional.

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