Apesar da declaração feita pelo Presidente norte-americano, Donald Trump: “Eles [Egito] vão explodir aquela barragem e têm de fazer alguma coisa” durante um anúncio televisivo confirmando que o Sudão e Israel normalizaram as relações ninguém acreditou que o Egito atacasse a barragem emblemática da Etiópia devido a uma disputa não resolvida sobre a atribuição de água.

A Etiópia vê a barragem GERD como um projeto de infraestruturas nacional crucial para aumentar o seu fornecimento de energia, mas o Egito receia que a barragem se desloque às águas do Nilo, pondo em risco a sua segurança hídrica.

A estrutura de 4,6 mil milhões de dólares é a maior barragem hidroelétrica de África, e está destinada a transformar a economia da Etiópia, duplicando a sua produção de eletricidade para 16.000 GW.

Atualmente, apenas 44% das famílias da Etiópia têm acesso à eletricidade, com um quarto destes a depender de soluções fora de rede. Em contrapartida, o Egito já alcançou a cobertura total da eletricidade.

A decisão da Etiópia de começar a encher a barragem em Julho, antes de um acordo ter sido alcançado, mostra a determinação de Adis Abeba em prosseguir com o projeto, acredita Davison.

As negociações lideradas pelo presidente sul-africano e atual presidente da União Africana, Cyril Ramaphosa, recomeçaram, quase dois meses após o Egito ter abandonado a última ronda de conversações.

A União Africana assumiu a liderança das negociações em julho, depois de a Etiópia ter começado a encher a barragem. As tentativas anteriores de mediação norte-americana para pôr fim ao diferendo falharam, levando os EUA a considerar cortar a ajuda à Etiópia.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite o seu comentário!
Por favor, digite aqui o seu nome


Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.