A invenção do século, transformar terra em betão.

Gnanli Landrou inventou um pó especial que pode transformar terra e água em um sólido material de construção similar ao betão. A sua fonte de inspiração foi a casa de barro onde cresceu no Togo na África Ocidental.

Este novo betão, tem uma pegada de carbono muito baixa e está prestes a ser usado em um bloco de apartamentos.

Segundo a Forbes, ele é um dos 30 empresários mais influentes da Europa.

 

Quem é Gnanli Landrou

Gnanli Landrou cresceu numa casa de barro no Togo na África Ocidental e só foi para a escola aos 16 anos quando se mudos para França. Hoje com 31 anos, fundou uma start-up de betão ecológico.

Nascido no povo Kabiyé do norte do Togo, Landrou cresceu em uma grande família. Mas em tenra idade foi enviado para o seu tio, um trabalhador migrante, que oferecia os seus serviços junto à população local.

Enquanto os adultos do grupo ajudavam no campo ou na construção de casas de barro, Landrou trazia água, comida ou carregava tijolos para os idosos. Não havia escola e Landrou aprendeu a arte da vida com os mais velhos. A sua experiência em construções de barro tornou-se fundamental na sua nova vida de jovem empreendedor.

 

A mudança para a europa

Aos 16 anos, a sua família permitiu que Landrou viajasse para França. Foi a sua família anfitriã que o enviou para a escola pela primeira vez, onde o seu talento científico não passou despercebido por um professor local.

Com a ajuda deste professor, Landrou recuperou dois anos de trabalho perdido no ensino primário. Essa ajuda foi fundamental e, em apenas dois anos conseguiu dominar o conhecimento escolar para fazer o bacharelato

Após completar o bacharelado, ele tirou uma licenciatura em ciência dos materiais na Universidade de Limoges. Landrou mudou-se posteriormente para a Suíça onde efectuou o doutoramento. Em 2018 recebeu a Medalha ETH pela sua dissertação na Chair for Sustainable Building na ETH Zurich sob a supervisão de Guillaume Habert.

 

Oxara o betão sustentável

Com o seu sócio Thibault Demoulin, Gnanli Landrou fundou a startup Oxara, uma start-up ambiental que produz um material de construção isento de cimento para a construção de casas, mais amigo do ambiente e mais barato que o betão.

O betão convencional é feito de cimento, que consome muita energia para produzir, e as matérias-primas são limitadas, cascalho e areia. O betão de terra da Oxara, por outro lado, usa material escavado que, de outra forma, acabaria desperdiçado no lixo.

Este betão especial, endurece ao fim de 24 a 48 horas e é adequado para elementos não estruturais em casas com até três andares. O betão de terra Oxara está a ser testado em vários projetos piloto. O potencial de aplicação do ecobetão é enorme tanto em países desenvolvidos quanto em países em desenvolvimento.

“A Nossa tecnologia oferece à construção em argila quase todos os benefícios de processamento do cimento, sendo cerca de 2,5 vezes mais barata e 20 vezes mais ecológica”, explica Landrou

O potencial de mercado para elementos de construção não estruturais é considerável: o volume só na Suíça é estimado em cerca de 700 milhões de francos suíços.

 

Conclusão

Esta é uma vida inspiradora em que um africano nascido nos meios mais pobres de África, estuda para ser mais do que o que o seu aparente destino lhe oferecia e se transcende provando que o mundo pode ser muito mais.

Aproveitando todo o seu conhecimento ancestral de construção em casas de barro, associa essa forma de construção com a cultura de construção ocidental em cimento e betão e cria um betão ecológico à base de terra.

Gnanli Landrou, não só provou que não importam as origens de uma pessoa para se mudar o mundo, como provou que ele pode ser mudado para um futuro mais ecológico e sustentável para todos nós.

 

O que achas deste betão ecológico? É importante para África e para o mundo surgirem outros projectos similares? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

 

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Imagem: © 2020 Gabi Vogt Photography

  • Ex-atleta olímpico, tem um Doutoramento em Antropologia da Arte e dois Mestrados um em Treino de Alto Rendimento e outro em Belas Artes. Escritor prolifero, já publicou vários livros de Poesia e de Ficção, além de vários ensaios e artigos científicos. neste momento exerce as funções de Chefe de Redação da Mercados Africanos.

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