A NATO e o contexto da invasão da Ucrânia.

Tal como Mercados Africanos e a comunicação social mundial, têm vindo a noticiar e analisar, a situação da Ucrânia é complexa, por isso, vamos apresentar em dois artigos, para uma melhor compreensão dos nossos leitores, o contexto que levou à invasão russa, focando, nesta primeira parte o papel e a importância da NATO nesta situação calamitosa.

 

A Invasão da Ucrânia

A ação militar da Rússia na Ucrânia deixa em aberta uma pergunta fundamental, qual o objetivo do presidente russo?

Poderá haver várias, mas a mais realista é a de travar o avanço da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO na sigla em inglês) no Leste Europeu.

Aliás os movimentos de tropas russas na fronteira com a Ucrânia durante 2021 e 2022, deveria ter sido visto pela NATO como um aviso, para não forçar a entrada da Ucrânia na Organização militar.

O vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov não poderia ter sido mais claro: “Para nós, é absolutamente obrigatório garantir que a Ucrânia nunca, jamais se torne um membro da NATO”.

No fim de Janeiro de 2022, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, deu resposta negativa ao pedido da Rússia para impedir a Ucrânia de entrar na NATO.

 

Mas o que é a NATO?

A Organização do Tratado do Atlântico Norte, é uma aliança militar formada em 1949 por, inicialmente, 12 países (Bélgica, Canadá, Dinamarca, França, Islândia, Itália, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Portugal, Reino Unido e Estados Unidos), mas que tem hoje 30 membros.

O objetivo principal, era o de ser uma força dissuasora para impedir que “agressões” a países soberanos, tais como os ocorridos na Segunda Guerra Mundial, não voltassem a acontecer, no entanto a rivalidade Este-Oeste mudou esse paradigma.

Obviamente que a rivalidade Este-Oeste, não é de agora, tem as suas origens no pós-guerra.

Os soviéticos, britânicos, franceses, americanos e aliados que combateram contra a Alemanha nazi durante a Segunda Guerra Mundial, passaram depois a inimigos declarados.

Nessa perspetiva a NATO passou a ter como objetivo, combater a expansão soviética durante a Guerra Fria e, em 1955, a resposta do bloco comunista à Organização do Tratado do Atlântico Norte não se fez esperar e aparece o Pacto de Varsóvia, que reunia os países do leste-europeu – da área de influência soviética – numa aliança militar.

 

A expansão recente e o discurso de Putin

A sua expansão recente ocorreu justamente no leste-europeu e embora a aliança se defina como sendo defensiva, esta decisão tem sido muito criticada e vista com ceticismo por muitos russos.

Em 1991, com o fim da União Sovietica,14 países do antigo Pacto de Varsóvia integram a NATO. Obviamente que desde então, mas sobretudo Putin considera que o Ocidente através da NATO pretende “encostar-se” e cercar a Rússia.

Embora desmentida por Gorbatchev, há quem fale de uma “promessa” dos EUA de não expandir a aliança para Leste, o que claramente não aconteceu.

A Rússia argumenta, há já muito tempo, que os EUA não cumpriram com uma garantia que teria sido feita em 1990, de que esta não se expandiria para o leste.

Este é um ponto central no discurso de Putin sobre uma espécie de aproveitamento pela NATO da situação de fragilidade e vulnerabilidade da Rússia imediatamente após o fim da União Soviética para “puxar” para a aliança, países que faziam parte do bloco comunista.

 

O que achas da situação? Será que Putin tem razão nos seus argumentos? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

 

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Imagem: © 2021 John Thys / AFP

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