A resiliência do povo sudanês, uma verdadeira fonte de inspiração.

Numa viagem a Cartum (capital do Sudão), a primeira em quarenta anos para um Presidente do Grupo Banco Mundial, David Malpass descreveu como um “período de turbulência” a era atual, marcada por fortes desigualdades e retrocessos no desenvolvimento mundial.

David Malpass disse ainda que a pandemia global teve efeitos dramáticos sobre a pobreza: “A crise do COVID-19 levou a um aumento adicional nas percentagens de pobreza após décadas de declínio constante e empurrou quase 100 milhões de pessoas para a pobreza extrema, várias centenas de milhões para a pobreza, muitos em países de renda média.

Em relação ao Sudão, o Presidente do Banco Mundial elogiou os avanços alcançados, referindo-se à adoção de reformas ousadas, reconectando-se com a comunidade internacional, saldando as suas dívidas com o Banco Mundial e em junho 2021, integrou-se na Iniciativa dos Países Pobres Altamente Endividados (HIPC).

“Embora ainda haja muito para ser feito, parabenizo as autoridades sudanesas, civis e militares, pelos esforços e conquistas alcançadas em conjunto para um futuro melhor. É fundamental evitar derrapagens políticas, porque não há desenvolvimento sem paz e estabilidade. Gostaria também de saudar a notável resiliência do povo sudanês: a sua vontade de construir um Sudão melhor, apesar dos desafios, é uma verdadeira fonte de inspiração”, sublinhou Malpass.

Sublinhou igualmente os esforços extraordinários de muitos países para apoiar as suas populações e manter a atividade económica durante a pandemia: “Muitos foram além do que podiam pagar, especialmente porque a dívida nas economias em desenvolvimento estava no auge quando a pandemia atingiu. Quando a iniciativa de suspensão do serviço da dívida expirar no final deste ano, os países de baixa renda que começarem a pagar o serviço da dívida novamente verão a sua margem de manobra fiscal reduzida para comprar vacinas e financiar outras despesas prioritárias, argumentou”.

“É o momento de se fazer uma consolidação fiscal gradual e centrada nas pessoas e reestruturar a dívida insustentável. Uma implementação reforçada e acelerada do quadro comum do G20 será essencial neste sentido.”

David Malpass apelou a uma maior cooperação global, incluindo a participação do setor privado, para aliviar a dívida dos países mais pobres do mundo e financiar investimentos que promovam o crescimento.

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