A saúde dos africanos não pode depender da boa vontade de outros.

O presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) Akinwumi A. Adesina, disse que um esforço conjunto para mudar a narrativa da África nos Estados Unidos é necessário para atrair maiores investimentos para o continente, leu Mercados Africanos num comunicado dessa instituição financeira africana.

Num encontro com embaixadores africanos, em Washington DC, a 1 de outubro 2021, Adesina enfatizou: “Somos um banco responsivo e de soluções no coração do desenvolvimento de África e no centro do nosso trabalho como um banco multilateral de desenvolvimento, há uma estratégia muito clara para acelerar o desenvolvimento de África.”

Dois dos tópicos discutidos são de grande atualidade:

Sistema de saúde africano

Ao falar das lições críticas da pandemia, Adesina insistiu num sistema de defesa de saúde africano.

 “A África não pode, e a África não deve, entregar a outros a segurança da saúde dos seus 1,3 mil milhões de pessoas e depender da generosidade e a benevolência de outros,” sublinhou ele.

 “África deve garantir a segurança da saúde de seu povo com um bom sistema de defesa de saúde. Outros vírus virão, e não podemos ficar nesta situação em que não somos capazes de responder ou em que somos os últimos a ter acesso às vacinas”.

“África deve desenvolver a sua capacidade de fabricação de produtos farmacêuticos nativos” e acrescentou “isso era importante não apenas para o Covid-19, mas também para outros vírus que surgissem após o Covid-19. Como parte dos esforços para renovar a infraestrutura de saúde de qualidade da África, o Banco Africano de Desenvolvimento está a investir 3 mil milhões para apoiar a produção de medicamentos e vacinas no continente.

Gestão de dívidas

A questão da sustentabilidade da dívida também teve ressonância. O presidente do Banco e os participantes no encontro concordaram que o aumento de 75% da dívida da África em relação ao seu PIB e que os 845 mil milhões de dólares da dívida do continente era motivo de grande preocupação.

A percentagem da dívida da África proveniente da dívida privada e comercial passou de 17% em 2002 para 40% hoje. A maior parte disso é dívida de curto prazo de alto rendimento.

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