África: Cibersegurança é fundamental.

A 1ª edição da Cimeira de Cibersegurança realizada em Lomé, capital togolesa, foi coorganizada pela República do Togo e a Comissão Económica das Nações Unidas para África (ECA) e terminou esta quinta-feira, 24 de março de 2022.

Estes dois dias de intercâmbios e reuniões de alto nível resultaram em uma declaração conjunta, conhecida como “Declaração de Lomé” dos Chefes de Estado e de Governo.

Este documento-quadro identifica caminhos para a cooperação e coordenação entre as partes interessadas, ao mesmo tempo em que marca um compromisso renovado com a luta contra as ameaças cibernéticas.

“A cibersegurança é uma das grandes questões do nosso tempo”. No seu discurso de abertura, o Presidente da República do Togo, Faure Essozimna Gnassingbé, lembrou os muitos desafios que os Estados africanos enfrentam: “Para além das referências clássicas de acessibilidade e disponibilidade a um preço acessível”.

E insistiu no “estabelecimento de estruturas operacionais nacionais em matéria de cibersegurança, abrindo caminho para uma cooperação ativa com os países africanos e com todos os intervenientes no ecossistema digital”.

Embora os ganhos associados à economia digital em África sejam estimados em 180 mil milhões de dólares até 2025, ou seja, cerca de 5% do PIB do continente, as questões de cibersegurança são cada vez mais numerosas.

Entre elas as referentes aos dados de identidade digital, uso de biometria, resiliência dos sistemas de TI em a face dos ataques.

O cibercrime teria reduzido o PIB da África em mais de 10%, com um custo estimado de 4,12 mil milhões de dólares em 2021.

As repercussões nas empresas são igualmente significativas, mas estima-se que somente 12% das empresas africanas abordam questões de segurança cibernética dentro das suas prioridades, em comparação com 50% globalmente.

A Cimeira de Cibersegurança, que decorreu nos dias 23 e 24 de Março no Centro Internacional de Conferências de Lomé e contou com a presença de 700 participantes de 28 nacionalidades diferentes, incluindo 17 Chefes de Estado e de Governo, foi uma oportunidade para identificar os riscos associados ao cibercrime.

Vera Songwe, Secretária-Geral Adjunta das Nações Unidas (ONU) e Secretária Executiva da Comissão Económica das Nações Unidas para África (ECA) enfatizou que:

“África oferece uma riqueza de oportunidades econômicas em praticamente todos os setores. E a economia digital representa um ativo essencial para desbloquear essas oportunidades”.

“No entanto, a cibersegurança é um pilar importante para qualquer transformação digital”, lembrou ela durante seu discurso

 

O que achas desta cimeira? África tem que melhorar a cibersegurança? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

Imagem: © 2022 Francisco Lopes-Santos
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