No ano passado, a Argélia tornou-se o segundo maior parceiro comercial do Brasil em África, ultrapassando a África do Sul que ocupava esta posição há mais de três décadas.

Esta mudança ocorreu em razão do crescimento de 16,2% das vendas de produtos brasileiros à Argélia em 2020.

Entre janeiro e dezembro do ano passado, o Brasil exportou 1,2 mil milhões de dólares em mercadorias para Argélia, com destaque para a venda de açúcares e melaço, que representam 57% do valor total exportado, milho (14%) e soja (9,9%).

Por outro lado, o país sul-americano importou 770,1 milhões de dólares em mercadorias comercializadas pelos argelinos, numa pauta concentrada em adubos e fertilizantes (51%), petróleo e seus derivados (48%).

Os dados indicaram uma queda das importações do Brasil da Argélia em 55,6% face os resultados obtidos em 2019, quando as compras brasileiras de mercadorias argelinas somaram 1,7 mil milhões de dólares.

As trocas comerciais entre o Brasil e o Marrocos registaram resultados positivos em todos os aspetos.

As exportações marroquinas para o país sul-americano cresceram 17,4%, totalizando 1,1 mil milhões de dólares em 2020. O grande destaque continuou sendo os fertilizantes, que representam 80% das vendas de produtos do Marrocos ao Brasil.

Já as exportações brasileiras para o mesmo país africano cresceram 43% em 2020 na comparação com 2019, totalizando 663 milhões de dólares. O principal produto comercializado pelo Brasil em Marrocos foi o açúcar e melaço, que representou 60% do montante obtido com as exportações.

No ano passado houve um crescimento de 25,8% na corrente comercial Brasil-Marrocos, que totalizou 1,8 mil milhões de dólares. Em 2019 o fluxo comercial entre os dois países somou 1,4 mil milhões de dólares.

Já o Egito continuou a ser o maior parceiro comercial do Brasil em África, embora as trocas comerciais entre as duas nações tenham registado queda de 8,2% em 2020 face os resultados obtidos em 2019.

O Brasil exportou pouco mais de 1,7 mil milhões de dólares em produtos para o Egito de janeiro a dezembro do ano passado, montante que indicou uma queda de 4,2% face o mesmo período de 2019, e importou do Egito produtos cujo valor estimado somou 212 milhões de dólares. Houve um recuo de 32,6% das importações de produtos egípcios na mesma comparação ano a ano.

A corrente comercial entre o Brasil e o Egito totalizou 1,96 mil milhões de dólares, resultado que indicou uma queda de 8,2% na comparação com 2019.

Os destaques da pauta das exportações brasileiras para o Egito foram o milho, que representou 32% das vendas, carne bovina (22%), açúcares (14%), minério de ferro (9,6%) e carne de aves (4,2%).

Por outro lado, os fertilizantes (43%) e legumes (15%) foram os principais produtos importados pelo Brasil do Egito no ano passado.

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