África do Sul: Internet para famílias de rendas baixas.

Enquanto mais de 80% da população mundial tem acesso à Internet, em África essa taxa é de 20%.

Muitas iniciativas estão em andamento no continente para apoiar os esforços de organizações internacionais e governos para preencher essa lacuna.

Na África do Sul, o provedor de Internet Isizwe permite que comunidades de baixa renda acedam a Internet.

A start-up oferece Wi-Fi ilimitado por 24 horas por 0,33 dólares, enquanto o custo médio de um gigabyte no país é de 6,63 dólares.

De acordo com Tim Genders CEO da start-up, “mais de 90% dos lares africanos têm apenas dados móveis para se conectar à Internet, com base em facturamento por gigabyte, o que torna a conexão incrivelmente cara”.

Para oferecer este serviço de baixo custo, a Isizwe está a construir espaços Wi-Fi que cobrem cerca de 100 residências e usam as instalações dos provedores de serviço de Internet do país.

A start-up, portanto, fornece acesso à Internet sem ter que investir na construção de infraestrutura.

Desde 2020, já criou 80 desses espaços no país e planeia implantar mais de 25 mil até o final do ano 2022.

Como informação foi divulgado pelos média especializados nesta segunda-feira, 3 de janeiro 2022, que a Isizwe obteve um financiamento de 460 mil dólares para prosseguir o trabalho em 2022, por parte do Fundo Global de Inovação.

O acesso acessível à Internet tornou-se uma das prioridades da Organização das Nações Unidas (ONU) desde 2015.

Este é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que pode justificar a ação de várias agências, instituições e governos na luta para diminuir a exclusão digital no continente.

Na mesma linha de ação, em novembro de 2020, uma outra a start-up 3air anunciou o seu projeto para se conectar à Internet na África.

Atualmente está a executar um projeto piloto na Serra Leoa, um país da África Ocidental, para provar a viabilidade de seu conceito.

Enquanto a Isizwe usa a infraestrutura de provedores de serviços de Internet da África do Sul, a 3air assinou uma parceria com a operadora de telecomunicações suíça, K3 Telecom, para realizar o seu projeto.

Seja qual for o conceito ou a metodologia o importante é destacar o trabalho destas duas start-ups africanas, na procura de acesso a Internet para famílias de baixas rendas no continente.

 

O que achas do trabalho destas start-ups? E da falta de acesso à Internet em África? Dá-nos a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

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