África e o aumento dos preços dos alimentos.

Tal como Mercados Africanos noticiou num comunicado do FMI, essa instituição financeira global disse que:

“África é particularmente vulnerável aos impactos da guerra da Ucrânia através de quatro canais principais: subida dos preços dos alimentos, aumento dos preços dos combustíveis, diminuição das receitas do turismo e acesso potencialmente mais difícil aos mercados de capitais internacionais”.

No entanto o continente tal como afirmou em 2021 em plana pandemia o presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Gilbert F. Houngbo:

“África tem potencial para se alimentar e alimentar o mundo”.

E então o que se passa? década após década, desastre após desastre o continente africano apesar de ter 60% das terras aráveis do mundo continua a importar 80% de produtos alimentaras?

Um tema que Mercados Africanos tem vindo a trazer a público e que com os efeitos da guerra na Ucrânia sobre as importações de trigo e milho entre outros, volta a afetar as bolsas das famílias africanas, já para não se falar do aumento dos preços da gasolina e do gasóleo, pois que apesar de exportar petróleo bruto quase não refina o seu próprio petróleo.

 

Há muito por fazer.

Aumentar os investimentos na modernização da agricultura, fornecendo formação, financiamento mais utilização das novas TIC e melhor acesso às cadeias de valor de alimentos, a fim de tornar a agricultura num setor próspero que cria empregos e fornece meios de subsistência para pequenos agricultores e populações rurais.

Mas que sobretudo tenha a capacidade para oferecer trabalho/rendimentos aos milhões de jovens africanos que cada ano procuram trabalho e que deveriam encontrar oportunidades no setor agrícola e da agroindústria.

Se a pandemia de covid-19 voltou a pôr em relevo as debilidades das economias africanas, esta nova crise mundial com a guerra na Ucrânia volta a mostrar ao continente tudo o que ainda há para resolver.

Estas debilidades estão presentes no dia-a-dia, mas é nos períodos de crise que elas se tornam visíveis aos olhos de todos.

E uma vez mais – tal como a falta de uma indústria farmacêutica foi tão visível durante a pandemia – a falta de refinarias, de uma agricultura resiliente e de uma agroindústria demonstram a necessidade urgente de melhores as políticas públicas.

É importante gerar mais acesso a financiamento e o desenvolvimento de zonas agroindustriais de processamento para conferir mais valor aos produtores alimentares africanos e salvaguardar as populações em períodos de crises internacionais, mas com impactos no continente, como a que se vive atualmente com a guerra na Ucrânia.

Encontrar soluções exigirá forte apoio de governos, parceiros de desenvolvimento, mas sobretudo do setor privado, para que África com tanta terra arável deixe de importar 80 mil milhões de dólares todos os anos em comida.

 

O que achas do FMI? E o que pensas desta situação em África? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

Imagem: © TVI

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