A Conferência de Investimento em África, que decorreu esta semana a partir de Londres em formato virtual, abriu com o primeiro-ministro britânica a dizer que mantém “a ambição de que o Reino Unido seja o parceiro comercial de referência” do continente e a argumentar que a pandemia de covid-19 traz uma “urgência renovada à nossa agenda comum”.

No discurso que assinalou o início das reuniões que duraram todo o dia, o chefe do Governo britânico disse que “África é o futuro” e acrescentou que “o Reino Unido tem um enorme papel a desempenhar na concretização da prosperidade de longo prazo em todas as nações africanas”.

As parcerias entre as empresas britânicas e os governos e empresas africanas, neste contexto de recuperação, devem apostar em “reconstruir melhor, mais rápido e mais ‘verde’, tornando as economias mais resilientes”, disse ainda o líder do Governo britânico.

De acordo com o ministro para África, James Duddridge, para “regressar aos níveis de crescimento pré-covid e colocar um pouco do tigre asiático no leão africano”, é preciso fomentar a participação do setor privado num contexto de partilha de valores comuns, como o livre comércio, do ambiente e das preocupações ambientais.

Antes da pandemia, segundo o ministro, o Reino Unido investiu 50,6 mil milhões de libras no continente, valor que deverá ter descido para cerca de 30 mil milhões no ano passado, diria mais tarde o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, mas para James Duddridge, “é notável que os 15,4 mil milhões de libras em investimentos acordados há um ano, na cimeira africana, tenham todos sobrevivido à pandemia”.

O Reino Unido tem acordos de comércio preferencial com 46 nações africanas, mas apesar de salientar as enormes potencialidades de um continente que vai ter 25% dos consumidores mundiais em 2050 e 60% da população com menos de 25 anos, o governante não esconde que há desafios.

“Há um desfasamento entre a ambição e a viabilidade dos projetos comerciais, problemas de endividamento, cambiais e de disponibilidade de financiamento, burocracia e défice de infraestrutura”, admitiu o responsável.

Falando logo a seguir, a diretora do Standard Bank para África pareceu responder diretamente a Duddridge: “O crescimento abrandou, mas não mudou de curso, o Banco Mundial prevê um crescimento de 2,7% para este ano e os motores estruturais do crescimento permanecem intactos”

Portanto, concluiu, “o copo está meio cheio, não está meio vazio”, disse Sola David-Borha, depois de apontar a infraestrutura, a tecnologia e a manufatura como as áreas preferenciais para o banco financiar investimentos reprodutivos na economia.

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