África exige ter mais peso nas decisões da ONU

Durante o seu discurso no pódio da 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU, o presidente Félix Tshisekedi da República Democrática do Congo e na altura presidente em exercício da União Africana (UA), pediu quatro cargos para África no Conselho de Segurança da ONU.

São, segundo disse, dois membros não permanentes e dois membros permanentes, com as mesmas prerrogativas dos atuais, que terão o mesmo poder de veto que os demais.

Até ao momento, o Conselho de Segurança da ONU é composto por 15 membros, incluindo cinco membros permanentes – os vencedores da Segunda Guerra Mundial – ou seja a China, Estados Unidos, Rússia, França e Reino Unido.

Entre os outros 10 membros eleitos pela Assembleia Geral da ONU para um mandato de dois anos, estão o Quénia e o Níger, os dois atuais representantes do continente africano

O debate anual da Assembleia Geral da ONU, encontro que reúne, em Nova Iorque, Chefes de Estado e de Governo, bem como outros altos representantes dos 193 países membros da organização, para a discussão de todo o espectro de questões internacionais abrangidos pela Carta, voltou a ser de forma presencial, um ano depois.

Recorde-se que devido às restrições impostas pela pandemia do Covid-19, a sessão do ano passado, a 75ª, foi realizada de forma virtual, facto nunca antes visto.

A atual 76ª sessão da Assembleia Geral da ONU tem como tema: “Construindo resiliência através da esperança – recuperar do Covid-19, reconstruir a sustentabilidade, responder às necessidades do planeta, respeitar os direitos das pessoas e revitalizar a ONU”.

Os grandes tópicos são as questões relacionadas com a paz e segurança, a “guerra fria” entre os EUA e a China e as alterações climáticas.

Este último particularmente importante para o continente africano e espera-se que os seus líderes falem de uma só voz e sejam coerentes e batalhadores para fazerem ceder os grandes poluidores e pagarem ao continente africano o que lhe é devido para que África possa fazer a sua transição energética sem detrimento da sua industrialização.

 

O que achas disto? A ONU vai fazer a vontade a África? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

 

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Imagem: © 2021 photaki.com
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