Lançado pelo Banco Africano de Desenvolvimento em 2015, o Fashionomics Africa promove o investimento no setor têxtil e da moda, aproveitando as novas tecnologias de informação e comunicação como motores do desenvolvimento.

Tem como objetivo aumentar o acesso dos empresários ao financiamento, ao mesmo tempo que estimula as competências empresariais e ferramentas digitais para start-ups, bem como para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

O próximo webinar Fashionomics Africa, organizado pelo BAD em colaboração com o Afreximbank, explorará as oportunidades que a Área de Livre Comércio Continental Africana oferece aos empreendedores da moda africanos, terá lugar na sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021.

O webinar, sob o tema Área de Livre Comércio do Continente Africano: Oportunidades para Empresários da Moda, irá discutir este acordo pioneiro, que oferece enormes oportunidades para a prosperidade do continente.

A Área de Livre Comércio Continental Africana entrou em vigor no dia 1°de janeiro de 2021, com 54 países signatários, muitos dos quais são produtores de vestuário, como Egito, Etiópia, Quénia, Lesoto, Madagáscar, Maurícias, Marrocos, África do Sul e Tunísia.

Os participantes terão uma visão dos especialistas sobre as oportunidades que este acordo apresenta para as indústrias criativas, particularmente o setor da moda na África.

Para obter mais informações sobre Fashionomics Africa e para se inscrever no webinar, aqui esta o link:

https://fashionomicsafrica.org/en/module/fashiowebinars/livewebinars

De notar que a indústria da moda africana tem evoluído significativamente nos últimos anos. Muitos estilistas africanos participam nos palcos internacionais, são aplaudidos pela sua criatividade e qualidade. E há cada vez mais revistas de moda a interessarem-se por eles.

O número de modelos de origem africana lançados pelas grandes marcas de moda aumentou significativamente e aparecem frequentemente nas principais revistas e campanhas de moda.

Um dos estilistas conhecidos e premiado é Folake Folarin-Coker e a marca Tiffany Amber que se tornou conhecida e apreciada durante a semana do New York Fashion Week tendo sido depois exibida em Londres e Paris. Outro estilista Deola Sagoe, veste artistas internacionais como Rihanna e Solange Knowles.

“Made in Africa” ainda não tem o mesmo valor do que o “Made in Italy” ou “Made in France”, mas estilistas como Adebayo Oke-Lawal da Nigéria estão decididos a melhorar a “Marca Africa”. Oke-Lawal é a força criativa por trás da marca de moda masculina Orange Culture, apresentada nas mais recentes coleções da London Men.

Beyoncé ajudou a levar a marca Tongoro da estilista senegalesa Sarah Diouf à fama internacional.

Naomi Campbell e Alicia Keys são outras megas estrelas que vestem roupas de estilistas africanas.

Maki Oh é outra marca nigeriana elogiada em todo o mundo, que vestem nomes como os da Beyoncé, Rihanna e Michelle Obama.

Mas é necessário que essas marcas construam parcerias sólidas com os grandes retalhistas, fornecedores e consumidores internacionais, se quiserem desafiar o domínio de marcas de renome mundial como Dior e Prada.

A indústria do calçado embora ainda nos seus primeiros passos, já conta com as contribuições decisivas da Etiópia, Gana, Quénia e Nigéria.

A soleRebels, a empresa de calçados que mais cresce em África, está sediada na Etiópia país classificado entre os dez principais países exportadores de couro do mundo.

Embora a indústria da moda em África valha 31 mil milhões de dólares e represente apenas uma pequena parcela da indústria da moda global avaliada em de 1,5 triliões pela Euromonitor, os retalhistas de alto perfil procuram cada vez mais os países da África de leste, em particular a Etiópia, na fabricação de roupas.

Por outro lado os consumidores e produtores de moda estão em crescimento com o comércio eletrónico a permitir que pequenas lojas de moda mostrem as suas coleções a uma audiência global.

Além disso, o rápido aumento das famílias africanas de classe média aumentou o mercado da moda pois há procura por produtos de melhor qualidade devido ao aumento da renda disponível.

No entanto estes indicadores positivos não invalidam os desafios por resolver: o impacto da pandemia, fracas cadeias de abastecimento, a falta de parceiros internacionais e a falta infraestrutura.

Se lhe interessa a moda africana ou se trabalha ou ee empresário (a) participe no webinar do BAD.

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