O ministro das Finanças da Guiné-Bissau, João Fadia disse a Mercados Africanos que não obstante a decisão de ter uma moeda única a nível dos países  membros da Comunidade Económica dos Estado da África Ocidental( CEDEAO), ainda na prática não se vê sinais palpáveis.

“Por exemplo no sistema em que franco Cfa é gerido, a França tinha assento no Conselho da Administração do banco central e participava na comissão da política bancária, mas com adoção da Eco a França deixou de participar.

“O tratado tal como existia foi extinto e entrou um novo que excluiu a presença da França nos órgãos de decisões” revela antigo quadro da BCEAO. Segundo João Fadia alguns países não tomaram esta decisão de bom agrado e começou o mal-estar entre esses países e sem citar quais são.

“Alguns países acham que Eco devia entrar-se em todos os estados membros da CEDEAO no mesmo período e também tomar como exemplo, a paridade fixa definida pela UEMOA aquando da adoção de franco Cfa”, refere João Fádia. O mesmo entendimento, disse o Ministro guineense das Finanças têm os países membros da União Europeia que têm Euro como moeda única.

“Penso que a questão do Eco promete correr muita tinta”, revelou a Mercados Africanos o economista e antigo Diretor do BCEAO.

A questão da paridade, segundo Fadia ainda está para ser definida, ou seja o sistema da taxa de câmbio em relação a moeda da referência. Contudo adianta o governante, já se assumiu que não será uma paridade fixa, mais sim flexível.

Neste particular, o Ministro das Finanças da Guiné-Bissau, acredita que será vantajosa para os países da CEDEAO a introdução da moeda única Eco e que justifica só juntos, seremos mais fortes.

“No caso concreto da Guiné-Bissau, o país tem uma experiência muito positiva da sua adesão a zona UEMOA, porque existe um banco central que emite moedas, e quando um operador económico precisa de importar divisas, não terá problemas maiores, porque a solidariedade funciona a nível da união”, disse João Fadia.

O antigo quadro da BCEAO informa ainda que existe um “Cabaz Comum de divisas”, e todos os países, quando exportam aguardam dinheiro nessa conta e que é acessível a todos os operadores económicos dos Estados Membros da UEMOA de forma livre e limitado”.

Em termos da inflação de acordo com o ministro das finanças, a Guiné-Bissau regista uma taxa na ordem de 1 a 3% e com a antiga moeda peso, a taxa de inflação era de 2 dígitos. E com Eco a acredita Fadia, a situação pode ser diferente pela positiva.

“Eco é uma moeda comum que vai substituir as moedas nacionais de 15 estados membros da CEDEAO e haverá um banco central que terá agências nos países membros, tal como tivemos a experiência com franco Cfa”, concluiu o Ministro das Finanças.

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