Tal como noticiado e analisado por Mercados Africanos, a nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala foi nomeada a primeira mulher e a primeira africana a chefiar a Organização Mundial do Comércio (OMC) na segunda-feira (15 de fevereiro), na esperança de encerrar anos de bloqueio a esta instituição, responsável por legislar e acompanhar as transações económicas e comerciais realizadas mundialmente.

De todo o Continente chegam os votos de sucesso, mas também, de esperança em que ela consiga promover os interesses africanos, não só no seio da OMC, mas também, no que diz respeito a uma melhor posição de África nas trocas comerciais mundiais e sobretudo em criar mais valias para o comercio africano através da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA).

O rei do Marrocos, Mohammed VI, expressou seus calorosos parabéns a Ngozi Okonjo-Iweala pela confiança depositada nela pelos países membros da Organização Mundial do Comércio, em reconhecimento das suas competências excecionais de gestão e alto profissionalismo demonstradas nas várias altas funções que lhe foram confiadas, seja dentro da República irmã da Nigéria, ou internacionalmente.

O Soberano do reino de Shereefian também desejou a Okonjo-Iweala os seus sinceros votos de sucesso na condução desta importante organização mundial, dizendo que está convencido de que ela será capaz de dar um forte impulso às ações da OMC e de contribuir para a concretização dos seus objetivos, graças à sua reconhecida experiência e competência profissional.

O Rei Mohammed VI garantiu à nova  diretora-geral da OMC o apoio continuado e total de Marrocos  aos diversos programas e iniciativas lançadas pela organização, com o objetivo de alcançar um desenvolvimento integral e sustentável no mundo em geral, e em África em particular, especialmente durante esta difícil situação económica causada pela propagação da pandemia do Covid-19.

O Presidente de Angola, João Lourenço, também felicitou Ngozi Okonjo-Iweala, desejou-lhe êxitos nas novas funções e manifestou a convicção de que a escolha da nigeriana, “é o claro reconhecimento da sua inequívoca competência, demonstrada convincentemente nas funções anteriormente desempenhadas”.

Segundo João Lourenço, aquelas funções catapultaram Okonjo-Iweala para patamares de direção ao mais alto nível da Organização Mundial do Comércio, “uma instituição de grande complexidade e com responsabilidades importantes na ação que desenvolve para gerar consensos, resolver situações difíceis e favorecer o desenvolvimento económico de todas as Nações do mundo”. “Desejo-lhe muitos êxitos no desempenho das suas novas funções, nesse grande palco da diplomacia internacional”, conclui a mensagem de João Lourenço.

A nova diretora-geral da OMC foi ministra das Finanças e das Relações Exteriores da Nigéria e vice presidente do Banco Mundial e mais recentemente presidente do Conselho de Administração da GAVI, a Aliança Mundial de Vacinas.

Quando ocupou a pasta de Ministra das Finanças da Nigéria de 2003 a 2006 e de 2011 a 2015, ela teve a coragem de se atreveu a enfrentar à corrupção para além de reduzir a dívida pública.

Nascida em 13 de junho de 1954, Ngozi Okonjo-Iweala, também possui nacionalidade americana.

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