África: Perspetivas económicas para 2022.

África sofreu uma desaceleração económica sincronizada em 2020, mas em grande parte a região emergiu da recessão no ano que acaba de terminar (2021) e a recuperação parece destinada a acelerar-se em 2022.

Impulsionada por um forte crescimento na agricultura, preços das matérias-primas e uma recuperação parcial do turismo, embora dependente do evoluir da pandemia, a maioria das economias africanas deve ter uma recuperação económica acentuada neste ano (2022).

No entanto esta aceleração enfrentará uma série de desafios que poderão impedir ou diminuir o crescimento esperado.

Mas esperemos que não e sejamos positivos.

Tensões políticas, cambio e pandemia/vacinação

Esses desafios variam de tensões políticas a crises cambiais e, claro, da evolução da pandemia COVID-19 e da subsequente vacinação.

O ano que ontem (31/12/2021) terminou foi sem dúvida agitado e muitos já estão se perguntam como 2022 será para a África.

Bem, primeiro vai ser um novo ano! E para já desejamos boas entradas aos nossos leitores!

O que podemos esperar no continente? tensões económicas e políticas, mas às quais África está habituada, mais medo do que mal em relação ao COVID, mas a campanha de vacinação tem que ser acelerada para que o continente não fique fora das “rotas” dos investidores e do turismo.

Apesar do balanço 2021, sobre os conflitos no continente que Mercados Africanos apresentou nos últimos dias também temos boas perspetivas.

De acordo com as previsões analisadas por Mercados Africanos, incluindo as da Unidade de Inteligência Económica do conceituado The Economist, sediado em Londres, a maioria das economias da África Subsaariana verá uma recuperação económica acelerada em 2022, embora também enfrentem uma série de fatores que podem eventualmente desacelerar o crescimento esperado.

Em termos específicos, espera-se que a pandemia COVID-19 – ou melhor a lenta vacinação – possa vir a ser um obstáculo ao aumento do comércio e dos investimentos na região.

De acordo com a previsão da Unidade de Inteligência Económica do Economist, “a continuidade dos negócios, as perspetivas de investimento e a geração de receita podem ser prejudicadas por ondas sucessivas de infeção e pelo refluxo e refluxo das medidas de contenção, incluindo prolongadas restrições a viagens internacionais”.

Obviamente que esta leitura feita pelo Economist, será aplicável se a percentagem dos vacinados no continente continuar bastante baixa, como é o caso atual, sobretudo nos países da África ao sul do Sahara.

Dívida, juros e aumento dos preços das matérias-primas

Outra tendência económica que deve ser esperada em 2022 é a pressão causada pelas taxas de câmbio e reembolsos da dívida externa.

O ano passado, 2021, tinha sido marcado por uma série de propostas feitas por diversos atores globais e africanos sobre o alívio da divida externa africana.

Para este ano, espera-se que o câmbio e a pressão da dívida, assim como debates e propostas para a sua reestruturação, assim como, ao pagamento do serviço da dívida, continuem de primeira atualidade.

Para além disso, a tensão política e os conflitos continuarão a ser uma questão importante para os países africanos em 2022.

Como se sabe, já existem muitos pontos críticos de conflito no continente, incluindo a Etiópia, que se desestabiliza gradualmente em 2021.

Por outro lado, espera-se não só um aumento nos preços das matérias-primas em 2022, mas também que a transformação digital das economias da região continue a um ritmo elevado.

Dependendo diretamente do evoluir da pandemia e das campanhas de vacinação, é provável que as viagens e o turismo recuperem este ano (2022).

O aumento dos preços das matérias-primas deve acentuar-se em 2022 e proporcionará mais um ano de forte desempenho por parte dos produtores e comerciantes africanos de matérias-primas.

Isso é um bom presságio para as receitas corporativas e os preços das ações entre os produtores africanos de energia, metais, outras matérias-primas e alimentos.

Revolução digital

Pensa-se também que a transformação digital dos mercados de bens e serviços e cadeias de abastecimento africanos continuarão a desenvolverem-se em 2022, e a região adotará novas tecnologias, embora o investimento em infraestrutura, juntamente com educação e a formação, sejam crucias para alavancar a revolução digital africana.

O que achas deste novo ano? 2022 vai ser diferente de 2020 e 2021? Dá-nos a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

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