África quer ter mais peso nas decisões da ONU

O presidente Félix Tshisekedi da República Democrática do Congo e atual presidente em exercício da União Africana (UA), pediu, durante o seu discurso nesta terça-feira, 21 de setembro 2021, no pódio da 76ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, quatro cargos para a África no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

São, segundo disse, dois membros não permanentes e dois membros permanentes, com as mesmas prerrogativas dos atuais, que terão o mesmo poder de veto que os demais.

Até ao momento, o Conselho de Segurança da ONU é composto por 15 membros, incluindo cinco membros permanentes – os vencedores da Segunda Guerra Mundial – ou seja a China, Estados Unidos, Rússia, França e Reino Unido.

Entre os outros 10 membros eleitos pela Assembleia Geral para um mandato de dois anos estão Quénia e Níger, os dois atuais representantes do continente africano

O debate anual da Assembleia- Geral das Nações Unidas, encontro que reúne, em Nova Iorque, Chefes de Estado e de Governo, bem como outros altos representantes dos 193 países membros da organização, para a discussão de todo o espectro de questões internacionais abrangidos pela Carta, voltou a ser de forma presencial, um ano depois.

Recorde-se que devido às restrições impostas pela pandemia da Covid-19, a sessão do ano passado, a 75ª, foi realizada de forma virtual, facto nunca antes

A atual 76ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas tem como tema: “Construindo resiliência através da esperança – recuperar da Covid-19, reconstruir a sustentabilidade, responder às necessidades do planeta, respeitar os direitos das pessoas e revitalizar as Nações Unidas”.

Mercados Africanos que vai seguir os debates, vê como grandes tópicos as questões relacionadas com a paz e segurança, a “guerra fria” entre os EUA e a China e as alterações climáticas.

Este último particularmente importante para o continente africano e espera-se que os seus líderes falem de uma só voz e sejam coerentes e batalhadores para fazerem ceder os grandes poluidores a pagarem ao continente o que lhe é devido para que África possa fazer a sua transição energética sem detrimento da sua industrialização.

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