África Subsaariana: Só 34% dos adultos têm conta bancária

A tecnologia tem estado no centro da inclusão financeira em África e está a evoluir muito mais rápido do que se pensava.

As start-ups africanas de tecnologias financeiras as chamadas “fintech” – tal como Mercados Africanos tem vindo a noticiar – tornaram-se o grande “niche” de atração e a pandemia acelerou o ritmo e o “apetite” dos investidores.

Isto significa que África deu grandes passos nos últimos anos em direção à inclusão financeira. A digitalização e a simplificação da gestão do dinheiro provaram ser um veículo robusto para fazer progressos nesse sentido.

Exemplo desse avanço tecnológico e financeiro, o setor de empresas africanas especializadas em soluções tecnológicas associadas a serviços financeiros já mobilizou mais de 1,44 mil milhões de dólares, desde o início deste ano de 2021.

Mas muito mais tem que ser feito, pois apenas 34 por cento dos adultos na África Subsaariana têm uma conta bancária e 350 milhões de pessoas ainda não têm banco.

Mesmo os bancos com sistemas e procedimentos tradicionais e rígidos tiveram que se adaptar e inovar para não ficarem para trás devido à evolução da tecnologia.

Para tal criaram as plataformas para ecossistemas abertos com aplicativos das “fintech” e fornecedores de serviços financeiros online para aumentar o acesso aos serviços bancários e continuarem competitivos face à concorrência das plataformas digitais de pagamento e de transferências.

No entanto, os esforços de inclusão nos serviços financeiros tradicionais (bancos e microcrédito) continua a não captar a maior parte dos mercados disponíveis, daí a urgência de um aparato legislativo que agilize as soluções digitais de pagamento, especialmente nas grandes economias africanas, através do serviço “Mobile Money”, via telemóvel.

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