África Subsariana transacionou 490 mil milhões de dólares de Dinheiro Móvel em 2020.

Na última década, o setor de dinheiro móvel cresceu de forma constante, com a África Subsariana sendo o principal impulsionador desse crescimento.

Na verdade, o dinheiro móvel continuou a crescer, ainda mais, no continente africano, durante a epidemia em 2020, consequência das medidas restritivas regionais e nacionais que acompanharam a pandemia, segundo um relatório  da organização intitulada Sistema Global para Comunicação Móvel (GSMA na sigla em Inglês)  intitulado “O estado da industria de 2021” consultado por Mercados Africanos.

No final de 2020, a África Subsariana respondia por 64% do volume de transações enviadas por dinheiro móvel em todo o mundo, atingindo 490 mil milhões de dólares em 2020, um aumento de 23% em relação ao ano anterior. A região também responde por 53% de todas as contas de dinheiro móvel ativas mensalmente.

No entanto, no início da pandemia, havia fortes preocupações de que o impacto da pandemia não se limitaria à saúde pública, mas que as restrições regionais e nacionais prejudicariam a atividade económica e colocariam em risco a vida económica das pessoas.

Mas então o que possibilitou o crescimento?

O que possibilitou o crescimento do dinheiro móvel no ano passado (2020) foi a rápida resposta dos provedores, bem como a categorização do dinheiro móvel como um “serviço essencial” por muitos reguladores nacionais.

Em vários países, os provedores de dinheiro móvel responderam distribuindo equipamentos de proteção individual (EPI) aos trabalhadores, instalando postos de lavagem das mãos e partilhando diretrizes de saúde.

Essas medidas permitiram que as redes de agentes continuassem a funcionar, mas também se expandissem apesar da pandemia. O continente africano viu o número de agentes ativos aumentar em 24%, passando de 1,9 milhão de agentes no final de 2019 para quase 2,5 milhões no final de 2020, um aumento expressivo.

Na África Subsariana, as redes de agentes são de importância crítica porque, apesar da rápida urbanização, a maioria da população ainda vive em áreas rurais.

Além disso, a densidade populacional na África Subsariana permanece baixa e neste contexto, as redes de agentes físicos, de uma forma ou de outra, continuam a ser essenciais para a prestação de serviços financeiros às populações rurais e geograficamente isoladas de todo o continente.

Em retrospetiva, o ano de 2020 foi um ano de novas parcerias.

Provedores de dinheiro móvel tornaram-se parte integrante das respostas nacionais ao COVID-19 e forneceram ferramentas essenciais para transferir ajuda financeira de forma rápida, segura e eficiente.

As novas parcerias concluídas durante a crise, provavelmente terão um impacto duradouro na indústria de dinheiro móvel, mas também no comportamento do consumidor.

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