África: UE quer rivalizar com a China nos megaprojetos.

A poucos dias da sexta Cimeira UE-UA (União EuropeiaUnião Africana), a organização europeia queria apresentar um pacote financeiro capaz de rivalizar com a multibilionária Iniciativa do Cinturão e Rota da China.

Assim, a cimeira de 17 a 18 de Fevereiro em Bruxelas inclui o lançamento de “um ambicioso pacote de investimento África-Europa, tendo em conta desafios globais como as alterações climáticas e a atual crise da saúde”.

Com o nome de Global Gateway, o plano é uma resposta à crescente influência económica e política da China em África sobretudo através dos mega-investimentos em projetos transfronteiriços de infraestrutura rodoviária e ferroviária.

Recordamos que há já quase uma década, que a China está a financiar e construir megaprojetos, incluindo portos, rodoviárias, centrais de energia e ferrovias em África como parte do seu plano de cinturão e estrada.

No entanto, esses investimentos, especialmente em África – como sempre aliás – atraíram duras críticas ocidentais, que alegaram que as práticas de empréstimos da China estavam a levar estados africanos para uma dívida sem saída.

É neste contexto e com o objetivo de se colocar em rival da China que a UE para a próxima cimeira de África em Bruxelas, lança o Global Gateway com a promessa de mobilizar até 300 mil milhões de euros.

No entanto não se sabe, por agora, se a UE se refere a novos financiamentos ou a uma reformulação das alocações de projetos existentes

O que já se sabe é que a UE vai conceder um financiamento de 1,6 mil milhões de euros a Marrocos para projetos de energia verde, segundo uma declaração feita nesta quarta-feira, 9 de fevereiro 2022, no Twitter, pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em visita ao Marrocos

Embora a Cimeira seja a da EU-UA, a China vai “pairar” durante todos os encontros e debates e isto devido não só ao peso da presença chinesa no Continente, mas também ao confronto global, que se trava entre o Ocidente e a China.

E como se quisesse afastar dúvidas, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, esclareceu:

“(As opções de investimento em África) muitas vezes têm custos ocultos. Os custos financeiros, políticos, ambientais e sociais são às vezes muito pesados. Essas opções geralmente criam mais dependência do que vínculos reais”.

E sublinhou que para a União Europeia “A Global Gateway é uma proposta diferente. É um investimento ancorado nos valores aos quais a Europa se apega, transparência, boa governação, preocupação com o ambiente e bem-estar da população”.

Na verdade, o que é importante em termos de valores não são nem os da China ou os da Europa, mas sim a capacidade da liderança africana – seja em Bruxelas ou em Beijing – colocar o continente acima desse confronto e sobretudo, velar pelos interesses que conduzam a investimentos duráveis e sustentáveis, com impacto na vida e no dia a dia das populações.

 

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