Durante a cerimónia de abertura da 44ª sessão do Conselho de Governadores do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), que teve lugar na terça-feira (16/02), com participantes presenciais (alguns) e outros de modo remoto, o presidente angolano, João Lourenço, sublinhou que a sua governação tem assentado na necessidade de instaurar, consolidar e alterar em termos definitivos a estrutura económica de Angola, muito dependente dos recursos do sector petrolífero, segundo o comunicado de imprensa a que teve acesso Mercados Africanos.

O chefe do executivo angolano, indicou que uma atenção especial tem sido dedicada a sectores como a agricultura, a agro indústria, as pescas, as indústrias extrativas e transformadoras, a construção, o turismo e  outros sectores intensivos em mão-de-obra, mas que sobretudo “se está a fazer grande esforço no sentido de revitalizar e desenvolver a agricultura em Angola, de modo a que possamos reduzir a nossa grande dependência no que respeita à importação de produtos alimentares”.

Não obstante Angola ter tido em 2020 um crescimento global negativo, o sector da agricultura teve, um crescimento positivo ao redor dos 5%. Por outro lado, as importações de bens alimentares conheceram em 2020, uma redução de 24%, o que é um sinal de que a produção nacional começa a ganhar espaço e a substituir os produtos que antes eram importados.

Segundo o mesmo comunicado de imprensa, o governo angolano quer garantir um envolvimento cada vez mais ativo das organizações de agricultores, bem como reforçar o contributo das pequenas, médias e grandes empresas que atuam a montante e a jusante da produção agropecuária, tanto através do fornecimento de bens e serviços de apoio à produção, como através da aquisição, processamento e distribuição de produtos de origem local.

Um outro aspeto importante para tornar o mundo rural angolano mais atrativo e competitivo, implica “intensificar e estender ainda mais os programas e projetos de abertura e reabilitação das vias de acesso, o aumento da oferta dos serviços de educação e saúde, abastecimento de água, eletrificação rural, pesquisa e inovação”, acrescentou o presidente angolano.

Referindo-se ao apoio da cooperação internacional, bilateral e das organizações de desenvolvimento, na reconstrução do pós-guerra e na recuperação da crise atual resultantes, João Lourenço, disse que “os projetos de desenvolvimento agrícola, cofinanciados pelo Executivo angolano e nossos parceiros externos, têm ajudado o país a aumentar a sua resiliência e autonomia” e terminou ao mencionar a necessidade da “modernização da agricultura angolana, de modo a torná-la cada vez mais competitiva”.

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