Angola acaba de assumir pela terceira  vez a Presidência da Conferência Internacional dos Grandes Lagos depois de em outubro de 2017 ter cessado dois mandatos consecutivos a frente da organização regional.

Questionamos o ministro das Relações Exteriores de Angola Téte António sobre as motivações que levaram a esta decisão por parte dos membros da Conferência Internacional dos Grandes Lagos.

Téte António referiu que a razão que esteve na base da escolha de Angola pela organização regional, é o historial que Angola conquistou nas anteriores presidências da organização, a própria história de Angola bem e o seu empenho no passado na resolução de conflitos internos, colocam Angola na posição de ator importante na pacificação dos vários conflitos na  região, disse o diplomata Angolano, que destacou a título de exemplo o desempenho de Angola na resolução dos conflitos entre o  Ruanda e o Uganda, e na República Centro.

A Conferência Internacional dos Grandes Lagos decorreu na última sexta feira (20/11) por videoconferência e contou com a participação do secretário Geral das Nações Unidas António Guterres, e do Presidente da Comissão da União Africana Moussa Fak

Durante a reunião virtual foram também analisados os relatórios sectórias da Saúde e da Defesa na região bem como a inclusão da juventude na resolução de conflitos em África

Relativamente a questões orçamentais foi adaptado um orçamento na ordem dos Dezanove milhões de dólares para implementação do plano de ação 2020 e 2021.

Foi também aprovada a implementação de auditorias às contas da Conferência internacional da região dos Grandes Lagos e o alinhamento com as melhores práticas de gestão a nível internacional.

Os estados membros concordaram que só com uma gestão de excelência a nível da organização será possível o favorecimento da implementação do pacto sobre a segurança, estabilidade e desenvolvimento, bem como fortalecendo e a cooperação económica e o desenvolvimento na região dos Grandes Lagos.

Os membros da cimeira decidiram também impulsionar o plano de ação para implementação da resolução 22/50.  Trata-se de uma resolução do conselho de segurança das Nações Unidas que diz respeito a contribuição da juventude nas questões de  paz e segurança.

Integram a Conferência Internacional dos Grandes Lagos o Burundi, República Centro Africana, República do Congo, República Democrática do Congo, Quénia, Uganda, Ruanda, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia e Zâmbia.

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