Angola/Brasil: empreendedorismo no feminino.

À margem da 66ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher que decorre em Nova Iorque, Angola e Brasil analisaram, na passada sexta-feira, 18 de Março de 2022, as possibilidades de cooperação entre os dois países em matéria de género, segundo noticiado pelo Jornal de Angola.

A ministra brasileira da Mulher revelou que o seu país lançou, recentemente, o Plano Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, com o reforço do policiamento a nível das localidades.

Manifestou o desejo de cooperar com Angola no projeto de empoderamento tecnológico da jovem mulher, denominado Espaço 4.0.

A elevada taxa de mortalidade materna no Brasil é, segundo a ministra Damares Alves, um dos grandes desafios que o seu país enfrenta.

Durante uma reunião de aproximadamente duas horas, as ministras de Angola da Ação Social, Família e Promoção da Mulher, Faustina Alves, e do Brasil, Damares Alves, discutiram, igualmente, a recuperação económica pós-pandemia, a capacitação e o empreendedorismo da jovem mulher, bem como o crescente índice de violência doméstica.

O encontro serviu também para a troca de impressões sobre os projetos em curso nos dois países, que visam a promoção da capacitação e o empoderamento das mulheres, a proteção dos grupos mais vulneráveis em período de crise pandémica.

Segundo um comunicado da Missão Permanente de Angola junto da ONU a que este jornal teve acesso, a ministra Faustina Alves partilhou a experiência do país sobre a municipalização da ação social.

Essa experiência, permite, através dos Centros de Apoio Social Integrado, que os serviços sociais básicos cheguem, realmente, às famílias necessitadas, com melhor avaliação do impacto das ações, mediante a troca de informações.

Destacou, igualmente, o papel dos Agentes de Desenvolvimento Comunitário e Sanitário (ADECOS) na identificação dos problemas das populações, garantindo a assistência em vários domínios.

A ministra abordou com a homóloga brasileira o programa de transferências sociais Kwenda, que já beneficiou mais de 300 famílias, o SOS-Criança, para a denúncia de casos de violência contra a criança, dentre outros de impacto social.

Por seu turno, a secretária de Estado para a Economia, Dalva Ringote, salientou o Programa de Formalização da Economia informal-PREI, que prevê a formalização da economia informal, estimada em 72%, maioritariamente, sustentada por mulheres.

 

O que achas desta cooperação Angola/Brasil? E do esforço da melhoria da condição de vida das mulheres? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

Imagem: © 2022 ONU
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