Angola: Britânicos investem nas “Terras Raras”.

Além dos diamantes, as terras raras são o outro tesouro do subsolo angolano.

O projeto carro-chefe no país é Longonjo, cujos recursos podem apoiar o estabelecimento de uma fábrica de produção de materiais para turbinas eólicas offshore e veículos elétricos no Reino Unido.

A Pensana Plc, empresa mineira com atividade em Angola no projeto de terras raras Longonjo, registou a chegada de um novo acionista que investiu 10 milhões de libras esterlinas, montante investido pela gestora de fundos britânica M&G Investments, que passou a deter 5% do capital da Pensana.

“Com este investimento estratégico, esperamos apoiar a Pensana no futuro, à medida que eles continuam a desenvolver uma cadeia de abastecimento de terras raras independente e sustentável com base no Reino Unido, o que é crítico à medida que avançamos em direção a uma economia de carbono zero líquido”, comentou Michael Stiasny, executivo sénior da M&G.

A Pensana quer contar com o concentrado de terras raras de Longonjo em Angola para o fabrico de materiais utilizados nas turbinas eólicas offshore ou na produção de veículos elétricos, “essenciais” à transição energética.

Como acionista, importa referir que a M&G poderá ajudar a financiar a construção do projeto Longonjo que, de acordo com o estudo de pré-viabilidade publicado em 2019, requer um investimento inicial de 131 milhões de dólares.

 

Terras raras

Recordamos que a terminologia “terras raras” engloba um grupo de 17 elementos químicos, dos quais 15 pertencem ao grupo dos lantanídeos. De todos esses, 6 tem uma importância econômica superior aos demais, são eles: Neodímio, Lantânio, Praseodímio, Cério, Gadolínio, Samário.

Esses metais são matéria-prima fundamental para instrumentos de alta tecnologia e têm como principais características a condução de calor e eletricidade, além de serem estruturas altamente magnetizáveis.

O nome “Terras Raras” surgiu devido a grande dificuldade em encontrá-los com um bom grau de pureza e concentração, assim como aos obstáculos para extraí-los devidos às suas propriedades químicas e os riscos ambientais.

O mundo, hoje, é marcado pela robótica e nano robótico. A produção de itens como celulares, computadores, cabos de alta qualidade, ultra processadores, foguetes, trens inovadores, entre outros depende de “Terras Raras”, pois elas possuem características químicas e físicas exclusivas que podem inovar todo um processo de criação industrial e se torna fundamental para alcançarmos novos avanços tecnológicos.

Os Estados Unidos da América foram pioneiros na exploração desses metais, mas desativaram a maioria das suas minas, na década de 80, devido à China ter aberto as suas.

Hoje em dia 97% dos metais de Terras Raras são oriundos da China, mais especificamente na região da Mongólia Central, Baiyun ‘Ebo.

 

O que achas disto? Já tinhas ouvido falar de “Terras Raras”? Dá-nos a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

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1 COMENTÁRIO

  1. Ouví à alguns dias na rádio, mas antes nunca tinha escutado. é prazeroso saber que estas terras encontram-se no nosso país e em particular no Huambo minha província. Gostava ver o projeto iniciado e ter a oportunidade de participar na construção e consequentemente na produção dos minerais. estou ansioso.

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