De acordo com um comunicado da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), a futura refinaria de Cabinda será construída na planície de Malembo, cerca de 30 quilómetros a norte da cidade de Cabinda, e já foram concluídos os trabalhos de desminagem e limpeza e tratamento.

O projeto abrangerá uma área total de 313 hectares, mas na primeira fase ocupará apenas 30 hectares.

A “decisão final de investimento representa um dos principais objetivos estratégicos do Governo Angolano. A construção desta Refinaria proporcionará um aumento da capacidade de processamento de petróleo bruto a nível nacional e uma redução considerável da dependência do país na importação de produtos refinados, conforme previsto no Plano de Desenvolvimento Nacional”, apontou o presidente do conselho de administração da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, citado no documento.

A Refinaria de Cabinda será construída em três fases, sendo que se prevê o arranque da primeira fase, no primeiro trimestre de 2022, “altura em que a Refinaria de Cabinda já estará em condições de cobrir a demanda de combustíveis no país”, diz uma nota sobre a consulta pública realizada no final de Outubro.

“A segunda fase terá o seu término no segundo trimestre de 2023 e a terceira, e última fase, no segundo trimestre de 2024”, acrescenta o documento.

Espera-se que durante a primeira fase do projeto, que deverá custar 220 milhões de dólares americanos esteja prevista a produção de 30.000 barris diários.

Com a segunda e terceira fase do projeto, cujo desenvolvimento totalizará 700 milhões de dólares americanos, a capacidade de refinação aumentará de 30.000 barris diários, para 60.000.

Com este projeto a Sonangol espera que sejam criados “aproximadamente 2.000 empregos diretos e indiretos para a comunidade”.

Em janeiro deste ano, a Sonangol e a Gemcorp Capital, empresa sediada em Londres mas com capitais russos, assinaram um acordo para a construção desta refinaria.

Inicialmente, a construção foi adjudicada ao consórcio United Shine, mas a petrolífera estatal angolana anunciou ter rescindido o contrato alegando “incumprimento das ações acordadas” e “não garantia” de financiamento, entre outros aspetos.

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