O FMI indicou em comunicado, a que teve acesso Mercados Africanos , na segunda-feira (11/01), que “concluiu a quarta revisão do programa económico de Angola, o que “permite um desembolso imediato de 487,5 milhões e sublinhou que as autoridades angolanas “conseguiram um ajustamento fiscal prudente em 2020 que incluiu ganhos de receitas não petrolíferas e contenção nas despesas não essenciais, preservando ao mesmo tempo as despesas essenciais em redes de saúde e segurança social”.

A instituição financeira sediada em Washington indicou que “as autoridades também permitiram que a taxa de câmbio atuasse como um amortecedor de choques e começaram a implementar uma mudança gradual no sentido de um aperto monetário para fazer face ao aumento das pressões sobre os preços” apesar de que “a natureza multifacetada do choque da covid-19 continua a ter um impacto negativo na economia e na população de Angola” e que “a produção e os preços do petróleo continuam fracos”.

Neste sentido a numero dois do FMI, Antoinette Sayeh, realçou que, “apesar dos desafios da pandemia as autoridades angolanas têm demonstrado um forte empenho em políticas sólidas no âmbito do acordo apoiado pelo FMI” e que a resposta do país “permitiu a Angola resistir a grandes choques externos, sobretudo a receitas petrolíferas mais baixas, e mitigar o seu impacto macroeconómico, protegendo ao mesmo tempo os mais vulneráveis”.

Mas alertou que “a estabilização das finanças públicas continua a ser a pedra angular da estratégia das autoridades”, que “conseguiram um forte ajustamento fiscal em 2020”, mas frisou que “o progresso contínuo nas reformas do setor financeiro é crítico, particularmente a conclusão da reestruturação dos dois bancos públicos em dificuldades” mas “as autoridades também precisam de manter o ímpeto de outras reformas estruturais que apoiem um crescimento mais forte e diversificado, reforcem a governação, e combatam a corrupção”.

O acordo alargado a três anos para Angola foi aprovado a 07 de dezembro de 2018, no montante de cerca de 3,7 mil milhões de dólares, para restaurar a sustentabilidade externa e fiscal, melhorar a governação, e diversificar a economia para promover um crescimento económico sustentável, liderado pelo setor privado.

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