Segundo um comunicado do Banco Mundial (BM) divulgado no dia 19 de fevereiro 2021, Angola recebeu um empréstimo de 250 milhões de dólares que serão canalizados para o Projeto de Melhoria e Acesso ao Sector Elétrico nas províncias de Luanda, Benguela, Huíla e Huambo, para a realização de 196.500 novas ligações elétricas que irão beneficiar cerca de um milhão de pessoas e 93.857 postes de iluminação pública.

O diretor do Banco Mundial em Angola, Jean-Christophe Carret, citado no comunicado, disse que “o investimento em infraestruturas, especialmente em energia, é fundamental para o desenvolvimento económico. Conforme adiantou, o acesso de qualidade aos serviços de eletricidade  terá um efeito de arrasto em muitos outros sectores, incluindo agronegócio, saúde, educação” entre outros.

Para alem do empréstimo do BM, a Agência Francesa do Desenvolvimento, aprovou um crédito de 167 milhões de dólares, para um projeto que visa melhorar o sector Elétrico de Angola, segundo o mesmo comunicado lido por Mercados Africanos.

Os 167 milhões de dólares terão como foco a expansão do acesso à eletricidade e melhoria da capacidade da Empresa Pública de Produção de Eletricidade (PRODEL) e fortalecimento da gestão sustentável das centrais térmicas.

O comunicado do BM indica ainda que, o projeto visa aumentar o desempenho comercial da Empresa Nacional de Distribuição de Eletricidade  (ENDE), bem como financiar a Rede Nacional de Transporte (RNT) para intervenções direcionadas a melhorar a otimização do fornecimento de energia elétrica e gestão global da RNT.

A iniciativa, aponta o comunicado, pretende ainda financiar “medidas imediatas para aumentar a capacidade operacional, comercial e técnica das três empresas públicas de energia, resultando  em melhorias significativas nos serviços de eletricidade”.

O acesso à energia em Angola, acrescenta o comunicado, “está limitado a menos de 40 por cento dos cidadãos, com serviços inadequados causando impacto na pobreza, produtividade e disparidades regionais, portanto, o projeto visa as ações mais críticas necessárias para ajudar a expandir o acesso à eletricidade, melhorar o desempenho operacional e comercial das empresas e, em última instância, aumentar a sua credibilidade”.

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