Angola, menos petróleo, mais capital humano.

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Segundo o FMI, Angola tem de mudar, é o que se pode ler numa análise do país, feita pelo FMI e divulgada no site do Fundo a 18 de Janeiro de 2022.

“Para alcançar um crescimento de médio prazo, mais alto e sustentado Angola requer um crescimento robusto em setores não petrolíferos e um ambiente de negócios melhorado que apoie o crescimento da produtividade”

A necessidade da diversificação da economia para diminuir a dependência do petróleo foi colocada nestes termos, na mesma nota:

“Implementar ações políticas para fomentar a diversificação económica é imperativo para alcançar um crescimento sustentável e inclusivo em Angola”.

Os analistas do FMI foram mais precisos ao indicar que:

“A economia de Angola é demasiado dependente no setor petrolífero, deixando a economia vulnerável a flutuações nos preços globais do petróleo [….] que pode erodir a competitividade e atrasar o desenvolvimento de outros setores”.

A nota, que deixa orientações sobre o que fazer e como como, também realçou que para além da estabilidade macroeconómica, a produtividade, a infraestrutura e o capital humano  têm de ser melhorados.

Neste ponto e especificamente em relação ao capital humano, a nota do FMI insiste:

“É fundamental que as autoridades invistam mais em educação e capital desenvolvimento humano”.

E deixa indicações:

“Isso pode incluir um maior investimento na formação de professores, expansão da formação profissional e maior adequação às necessidades do mercado de trabalho […]Uma estratégia de empregos ativa – com foco na juventude, nas mulheres e no setor informal – também poderia ajudar a desenvolver o mercado de trabalho”.

Na mesma análise os economistas do FMI valorizam que:

“Angola tenha dado passos importantes para melhorar muitas destas áreas nos últimos anos, incluindo a criação do Programas de Produção Nacional, Apoio, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações (PRODESI), [….] que, desde o seu lançamento em 2018, ajudou a criar 66.878 empregos e adicionou  cerca de 537,493 mil milhões de kwanzas ao PIB”.

Apesar desta nota positiva ao esforço das autoridades angolanas, o FMI não deixou de sublinhar que:

“Os esforços de implementação deviam ser reforçados, e a resposta política devia adotar uma abordagem holística para a construção de condições para melhorar o acesso ao crédito dado pelo setor privado”

A nota também indica que as autoridades angolanas têm facilitado o melhoramento do ambiente de negócios e o acesso ao crédito, embora haja ainda muito a fazer.

Em relação ao acesso aos serviços financeiros digitais a analise do FMI avança o seguinte “Mais desenvolvimento de dinheiro móvel em Angola – para transferências e, eventualmente, produtos bancários – poderia também ajudar no acesso financeiro, especialmente para as pessoas e as MPME” e dá como exemplo, o caso dos países da Comunidade Económica da África Oriental.

A nota do FMI não deixou de mencionar qual a melhor forma através da qual Angola, poderá beneficiar mais amplamente da zona de livre comercio (ZCLCA) “As autoridades devem eliminar as restrições administrativas recentemente impostas às importações e evitar a introdução de restrições quantitativas à importação de certas mercadorias em 2022”.

Esta análise à economia angolana foi feita antes da aprovação do último montante do programa de financiamento de 4,5 mil milhões de dólares, que terminou no final de dezembro do ano passado (2021).

 

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