Sobre o posicionamento de Angola junto aos outros países produtores de Diamantes em África, e o impacto de uma possível Bolsa de Diamantes na região o presidente do Conselho Africano de Diamantes Dr. M`Zée Fula Ngenge em entrevista exclusiva ao FinançasAfrik/Mercados Africanos considerou que “Angola enquanto país produtor de diamantes está agora bem posicionado para exortar as suas congéneres a serem mais autónomas, apesar de muitas vezes lutar para se posicionar como um líder independente do sector dentro da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC)”

No âmbito do processo de reestruturação do sector de recursos minerais, petróleo e gás aprovado pelo Executivo Angolano, o titular da pasta Diamantino de Azevedo lançou recentemente o desafio aos operadores do sector diamantífero para o lançamento até ao final de 2021 da primeira Bolsa de Diamantes de Angola.

A reestruturação do subsector de recursos minerais em Angola prevê igualmente a transformação dos ativos da Ferrangol empresa estatal que gere e controla a produção de outros metais preciosos, na futura agência Agência Nacional de Recursos Minerais e a privatização parcial da ENDIAMA – Empresa  estatal de prospeção, exploração lapidação e comercialização de Diamantes em Angola.

Diamantino de Azevedo adiantou que o melhor modelo a seguir para a criação da Bolsa de Diamantes até o final de 2021 em Angola, poderá ser a Bolsa de Diamantes do Dubai. E para auxiliar na criação de condições, foi contratado o antigo presidente honorário e diretor administrativo da Bolsa do Dubai localizada nos Emirados Árabes Unidos.

No entanto e sobre a escolha de Dubai como possível modelo a seguir ,M´Zée Fula Ngenge – Presidente do Conselho Africano de Diamantes disse “Muitos desconhecem que foi 40% dos diamantes angolanos que inicialmente posicionou o Dubai para se estabelecer como um importante centro diamantífero e é irónico que Angola esteja agora à procura de orientação da indústria dos Emirados Árabes Unidos, que por acaso é o centro diamantífero mais jovem do mundo.”

M´Zée Fula Ngenge considera que que historicamente, os funcionários públicos angolanos abraçaram de forma pouco assertiva uma certa propensão mal orientada na sua opinião, para seguir modelos de sucesso estrangeiros inalterados para estimular a evolução local. Este é um processo de aprendizagem em curso, não só para Angola, mas também para as outras nações africanas produtoras de diamantes.

Esta insegurança impressionante, disse, levou Angola a depositar níveis desproporcionados de confiança no pessoal da indústria não testado e autopromovido, como testemunhámos pela recente nomeação de Peter Meeus, influente dos meios de comunicação social, que foi pessoalmente selecionado pelo Ministro Diamantino Azevedo para servir como o principal consultor para a criação da Bolsa de Diamantes Angolana em Luanda.

O Presidente do Conselho Africano de Diamantes diz chegar a esta conclusão  porque aos olhos de muitos, o presidente honorário da Bolsa de Diamantes do Dubai não está “provado” no continente africano e a indústria diamantífera mundial está à espera para ver se vai seguir a estratégia altamente explorada do seu homólogo de confiança, que é o presidente executivo do Centro Multi Commodities do Dubai (ou DMCC). Disse M´Zée Fula Ngenge.

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