O ministro dos Petróleos de Angola, Diamantino de Azevedo, começa esta semana a liderar os destinos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ou, pelo menos, as reuniões com os seus homólogos, a começar já hoje, quando presidir à Conferência de Ministros da OPEP.

Angola substitui a Argélia e vai ocupar a presidência rotativa desta entidade durante este ano, numa altura que apesar de já não ser tão problemática como no auge da pandemia de covid-19, continua a ser um período conturbado devido não só à divisão entre dois históricos da OPEP, como também pela incerteza que continua a marcar a evolução da economia mundial.

O preço médio do barril de petróleo terminou 2020 na casa dos 50 dólares, o que compara com a média de 64 dólares em 2019 e 71 dólares no ano anterior, o que mostra uma queda de 31%, em média, que é um desafio para todos os produtores.

A guerra de preços que começou em Março entre a Rússia e a Arábia Saudita trouxe instabilidade aos mercados e juntou-se aos obstáculos trazidos pelo confinamento forçado e pela consequente descida abrupta da procura, o que fez disparar o volume de petróleo armazenado.

Angola foi obrigada a cortar a sua produção durante o ano passado para cumprir a determinação aprovada na OPEP, o que só não foi mais grave porque a própria produção interna abrandou devido às difíceis condições originadas pela pandemia, mas também pela maturação dos poços, que por causa da falta de investimento dos últimos anos, estão a secar.

Apesar de vir de um país que produz menos de 5% da produção da OPEP e menos de 1% da produção mundial, Diamantino Azevedo é respeitado, não só porque passou toda a sua carreira no setor petrolífero, mas também porque a generalidade dos observadores, analistas e empresários do ramo apoiam a reforma do setor em Angola.

Num comunicado recente, a Câmara de Energia Africana, o principal lóbi do setor para os investimentos em África, dizia que o ministro angolano vai “usar na OPEP o mesmo fervor que usou para reformar o setor em Angola”.

Para já, Diamantino Azevedo estreia-se na 47ª reunião do Comité Técnico Conjunto e na 25ª reunião do Comité de Monitorização Ministerial, que foram adiadas de Dezembro para segunda-feira, dia 4, no mesmo dia em que vai liderar a Reunião dos Ministros da OPEP e não OPEP.

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