Angola: Standard Chartered Bank 1,1 mil milhões em projetos de água

O Banco Standard Chartered liderou, nos últimos seis meses, a assinatura de um contrato de financiamento no valor de 1,1 mil milhões de dólares com o Ministério das Finanças, para o desenvolvimento de infraestruturas críticas de fornecimento de água, para servir Luanda, soube o Jornal de Angola dessa instituição bancária.

Conforme explica o banco, a transação representa o maior financiamento de empréstimo sindicado do primeiro semestre de 2021 de um Estado soberano da África Subsariana, cujo contrato foi celebrado em finais de Junho deste ano (2021).

O referido financiamento está dividido em dois empréstimos. O primeiro, no valor de 910 milhões de dólares garantido pelo Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), do Banco Mundial, onde o Standard Chartered atua como único consultor e banco coordenador, signatário e Mandated Lead Arranger (MLA).

O mesmo financiamento também tem o apoio do African Trade Insurance e do mercado dos seguros privados. Este financiamento também estabelece um record, ao ser o maior com garantia parcial do BIRD em todo o mundo.

Já o segundo empréstimo, garantido pela agência de créditos à exportação francesa (ACE), pelo BPIFrance Assurance Export (BPI), e com o Standard Chartered a atuar como único Mandated Lead Arranger (MLA) e subscritor, tem o valor de 165 milhões de dólares.

Com este empréstimo, o Standard Chartered vai apoiar a entrada no projeto dos exportadores de topo franceses tais como Suez e Saint Gobain. O objetivo do projeto, conhecido como Luanda Bita Water Supply Guarantee Project, passa pelo melhoramento do acesso a serviços de água potável a mais de dois milhões de residentes no Sul de Luanda.

De acordo com o Banco Mundial, o acesso à água potável e ao saneamento é excecionalmente baixo em Angola; o país está na posição 138 entre 140 países relativamente à fiabilidade do fornecimento de água, enfrenta grandes desafios colocados pelas alterações climáticas e já está a sofrer com secas regionais que colocam pressão sobre o fornecimento de água.

Apesar disso, tem uma grande abundância de água, mas a sua infraestrutura hidráulica necessita de ser reforçada para garantir fiabilidade, capacidade e resiliência.

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