Antes da CPLP, já existia a UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa – uma associação intermunicipal de natureza internacional, criada a 28 de junho de 1985, sob o impulso do então Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Nuno Krus Abecasis.
Assinaram o ato de fundação, as cidades de Bissau, Lisboa, Luanda, Macau, Maputo, Praia, Rio de Janeiro e São Tomé/Água Grande.

A ideia era trabalhar em prol «do desenvolvimento de ações concretas o terreno ideal para a concreta e plena realização do intercâmbio de experiências e cooperação, em ordem a um melhor conhecimento recíproco».

A UCCLA foi precursora da CPLP e a primeira instituição de parceria público-privada voltada para a cooperação para o desenvolvimento no seio da lusofonia
Associação de cidades capitais, a UCCLA tem sido motor de ações de intercâmbio e cooperação, e nem só no setor urbano.

O apoio aos deslocados do conflito em Cabo Delgado atesta desse empenho na missão de contribuir para o desenvolvimento e o bem-estar das suas populações dos países que hoje integram a CPLP.

Recorde-se que recentemente o presidente português tinha afirmado que a CPLP tem que ser uma organização que esteja “perto das pessoas”, se isto não acontecer ela perderá a sua razão de ser.
Esta afirmação Marcelo Rebelo de Sousa prende-se também, com a questão da mobilidade no sio da CPLP..

Neste contexto Mercados Africanos ─ que já tinha entrevistado o Secretário Executivo da CPLP, Embaixador Ribeiro Telles ─ falou recentemente com o Secretário-geral da UCCLA ─ Vítor Manuel Ramalho ─ para dar a conhecer melhor a organização que precedeu a CPLP.

Nesta primeira parte, Vítor Ramalho, aborda precisamente questões relacionadas com a necessidade de mobilidade no espaço da sua organização, e que se insere e depende dos acordos de mobilidade no quadro geral da CPLP.

… continua (veja aqui a segunda parte da entrevista)

Tomás Paquete

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