Antony Blinken (MNE) dos EUA, em África. Mil milhões ficam no Senegal.

Depois de visitar o Quénia e a Nigéria, o Secretário de Estado (MNE) dos EUA, Antony Blinken, concluiu a sua digressão por África, no Senegal, onde foram discutidos e analisados os desafios de segurança que assolam a África Ocidental, sobretudo a zona do Sahel.

A visita do MNE, foi também a ocasião para Washington e Dacar intensificarem a sua cooperação em vários campos e nesse sentido os Estados Unidos assinaram novos memorandos de entendimento no valor de mil milhões de dólares com o Senegal.

O anúncio foi feito no twitter pelo Secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, durante sua visita ao país.

Os novos acordos abrangem diversas áreas, incluindo infraestrutura e segurança.

Segundo o ministro senegalês da Economia, Amadou Hott, consistem num “projeto de implantação de serviços de rede críticos para a segurança pública” e na instalação de 375 semáforos em Dacar.

Soma-se a isso a construção de uma autoestrada entre Dacar e Saint Louis, bem como a construção de uma ponte em Ziguinchor.

Os anúncios fazem parte de uma viagem por África que levou Antony Blinken à Nigéria e ao Quénia.

O único país de língua francesa visitado pelo ministro americano, o Senegal, foi durante vários anos, considerado uma das principais portas de entrada de Washington para a África Ocidental de língua francesa.

Entre 2012 e 2019, as exportações de Dacar para Washington aumentaram de 16,8 mil milhões para 132 mil milhões, enquanto as exportações dos EUA para o Senegal aumentaram de 149,3 milhões para 198 milhões no mesmo período.

Em 2020, um ano marcado por covid-19, o comércio bilateral entre os dois países atingiu quase 400 mil milhões.

“Os nossos próprios investimentos no Senegal aumentaram significativamente nos últimos anos. Temos 50 empresas americanas a fazerem negócios aqui. Mas este número continua a crescer e hoje, presenciei a assinatura de vários memorandos de entendimento entre o governo senegalês e quatro das nossas empresas para investirmos juntos em grandes projetos de infraestruturas que não só facilitem as ligações entre os senegaleses, mas também o façam de forma a proteger o nosso meio ambiente, a criar bons empregos nos nossos dois países; e acho que terá um impacto na vida das pessoas no futuro”, disse Blinken aos jornalistas.

De acordo com o responsável americano, também estão em curso discussões com o Institut Pasteur em Dacar para desenvolver vacinas contra o covid-19 no Senegal.

Recorde-se que o laboratório alemão BioNTech já havia escolhido o país da África Ocidental para ser um dos anfitriões, com o Ruanda, das suas fábricas de vacinas no continente.

De igual forma a farmacêutica americana, Moderna, também planeia um projeto semelhante em África, com o Senegal incluído na lista dos países que poderiam receber essa fábrica.

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