Aos 30, nigeriano Onovwigun, fundou multinacional de metalurgia no Reino Unido

Raymond Onovwigun, um empresário de origem nigeriana  deu-se por objetivo reduzir a exploração de minerais no continente africano.

E daí, criou a start-up Romco Metals, que se tornou numa multinacional britânica, especializada na reciclagem de metais não ferrosos. Com foco em mercados emergentes, possui operações na Nigéria e Gana, e cria lingotes de metal para uso numa ampla variedade de indústrias, reduzindo a necessidade de extração de matéria-prima.

O alumínio é o principal produto reciclado, utilizado na fabricação de embalagens para alimentos e bebidas, equipamentos médicos, peças automotivas e baterias. Sua oferta também inclui cobre, o mais novo acréscimo à sua linha de produção.

Cofundada em 2015 a Romco Metals pretende ser uma empresa com impacto comunitário e global.

Raymond deveria estudar economia na Universidade de Roehampton, mas desistiu, apaixonado pelos negócios desde a infância.

“Os países emergentes são os mais afetados pela mineração irresponsável. O Ocidente está-se a beneficiar com isso, apesar dos princípios de sustentabilidade e das altas taxas de reciclagem de resíduos domésticos”, afirmou ele através do canal Marcas Sustentáveis.

Práticas deficientes de gestão de resíduos, baixas taxas de reciclagem e despejo ilegal de materiais tóxicos de contentores enviados do Ocidente são problemas diários a que o continente africano faz face há muitos anos.

Raymond Onovwigun quer aumentar a conscientização sobre essas questões e trazer mudanças positivas no terreno.

Além de ajudar a mitigar a exploração mineral, os metais reciclados apresentam benefícios significativos de descarbonização.

Segundo o promotor, só a reciclagem do alumínio consome 95% menos energia do que a extração de minerais virgens e emite 92% menos CO2.

A nível mais global, Romco também dá uma contribuição para a resolução de um grande desafio que a África enfrenta ao lidar com os seus resíduos: a falta de infraestrutura.

Até o momento, a start-up reciclou mais de 21.700 toneladas de alumínio e mais de 1.000 toneladas de cobre.

Em comparação com a extração de minério virgem, isso representa quase 67.500 toneladas de CO2 a menos e quase 138.350 metros cúbicos de resíduos separados em aterro, de acordo com Raymond Onovwigun.

Este último planeia alargar-se a outros metais básicos, como chumbo, zinco e aço.

O jovem empresário quer operar 7 fábricas de reciclagem em 3 continentes nos próximos cinco anos e a seguir vem o Burquina Faso, onde pretende estabelecer uma presença permanente para o fornecimento de matérias-primas.

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