As Fintech na vanguarda da transformação africana

Mercados Africanos tem vindo consistentemente a noticiar, analisar e valorizar o que se passa no setor das Fintech, porque acreditamos que a transformação de África passa pelas TIC e a inovação.

Calmamente, de forma sustentável – e talvez sem que o mundo se aperceba – as fintechs (tecnologia financeira) ativas em África têm recebido cada vez mais financiamentos desde 2017.

As empresas de serviços de tecnologia associadas a finanças (fintech) que atuam em África, de forma global, receberam quase 4 mil milhões de dólares em investimentos desde 2017, aprendemos com os dados combinados do relatório publicado pelo Fundo Catalyst e notícias recentes sobre o mercado na região.

As fintechs baseadas no continente levantaram quase 2,7 mil milhões dólares no mesmo período, de acordo com dados da plataforma Crunchbase.

Num continente onde o desenvolvimento de áreas remotas continua a ficar para trás, a digitalização das finanças apresenta-se como uma solução de inclusão, e muitos atores que perceberam a oportunidade estão a entrar no mercado e cada vez mais com grandes financiamentos.

É o caso da Opay – noticiada por Mercados Africanos – empresa de serviços de pagamentos digitais, que arrecadou 400 milhões de dólares.

No seu relatório, o Fundo Catalyst confirma que as empresas com plataformas de pagamento capturaram a maior parte do financiamento obtido nos últimos 4 anos por fintechs ativas na África, com um total de 2,53 mil milhões de dólares obtidos, seguidas por empresas de microcrédito (625 milhões de dólares).

Este volume em crescimento não deixa indiferentes os investidores interessados em outros setores, como os seguros.

Na África do Sul, o grupo financeiro Standard Bank Group quer fortalecer ainda mais a sua participação na Liberty Holdings, uma seguradora da qual já é acionista com 53,2% e pela qual se ofereceu para pagar o equivalente de 722 milhões de dólares.

Outros grandes grupos tais como a britânica Prudential também entenderam que era preciso investir e assumiram as ações da seguradora Beneficial Life na África Central e Ocidental.

As seguradoras foram mais lentas do que os bancos a perceber que era necessário alavancar as fintechs do setor dos seguros. Parece que agora já é coisa feita…

Embora o Standard Bank Group ter deixado claro as oportunidades que existem ainda são reduzidas devido a uma taxa de penetração de seguro não superior a 1% em algumas partes da África, isso não impede que várias seguradoras estejam a lançar, elas próprias, soluções digitais e com um certo sucesso.

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