Atletismo: Diáspora dá ouro a Suíça e Portugal.

Nos mundiais de atletismo de pista coberta, seguidos por Mercados Africanos, realizados entre 18 e 20 de Março de 2022, na capital da Sérvia, Belgrado, o ouro, escreve-se no feminino.

Mujinga Kambundji venceu a final dos 60 metros rasos, coroação que marca o seu primeiro grande título da carreira no atletismo, após esta proeza que lhe dá o quarto melhor resultado do Mundo, de todos os tempos.

Proeza semelhante foi efectuada por Auriol Dongmo que ganha a prova do peso com uma das melhores marcas da década.

 

Origem congolesa

Mujinga Kambundji, a atleta que venceu a final dos 60 metros rasos do campeonato mundial de pista coberta em Belgrado, nasceu em 1992, filha de pai congolês e mãe suíça.

Mujinga passou a sua infância na Europa, onde foi apresentada ao atletismo desde tenra idade.

“Corria descalça porque no momento achava os sapatos muito pesados. É um grande reflexo da simplicidade da sprinter. (…) Todo mundo pode tentar, e todo mundo quer saber quem é o mais rápido”.

Postou ela na sua página do Instagram, relembrando os seus primórdios no atletismo.

 

Entre as 4 melhores de sempre

Na pista 8, Mujinga ganhou a final em 6 segundos e 96 centésimos.

Um feito que a coloca no prestigiado quarteto de recordes da história do atletismo, em termos de tempo na sua categoria.

Junta-se assim à russa Irina Privalova (6 segundos e 92 centésimos em 1993), e às americanas Gail Devers (6 segundos e 95 centésimos em 1993) e Marion Jones (6 segundos e 95 centésimos em 1998).

“Eu não tinha certeza de que tinha vencido. Vi que a câmara estava focada em mim, então pensei que talvez tivesse ganho e fiquei muito feliz em ver que tinha vencido”.

“Eu sabia que o ouro seria decidido em menos de 7 segundos e senti-me capaz de bater o meu recorde pessoal. Não gosto muito de sair da pista 8, mas mantive o foco em mim mesma”.

Disse à agência de notícias francesa, AFP após a vitória.

 

Um histórico bastante eloquente

Embora Mujinga Kambundji seja o centro das atenções nestes dias, ela não é uma novata na arena atlética.

Antes de se coroar na final dos 60 metros do Campeonato Mundial de Pista coberta em Belgrado, a jovem suíça, nascida na capital Berne, acumulou títulos passados que forjaram a sua mentalidade de campeã.

A 8 de Julho de 2016, Kambundji conquistou a sua primeira medalha internacional sénior ao conquistar o bronze na final dos 100m no Campeonato Europeu, em Amsterdão, com o tempo de 11 segundos e 25 centésimos.

Em 2018, ficou em 3º lugar na mesma distância no Campeonato Mundial de Pista Coberta. Um ano depois, ganhou a medalha de bronze nos 200m no Mundial de Doha em 2019.

No mesmo ano, foi nomeada desportista do ano na Suíça.

Em 2021, estava novamente entre as seis finalistas do Sports Awards na Suíça.

“Orgulhosa de ser indicada novamente e de ser um dos seis finalistas do Sports Awards. É um privilégio estar entre todas essas mulheres que conquistaram tanto este ano”, disse ela na altura.

 

Auriol Dongmo conquista o peso

Foi seguramente um dia memorável para Portugal com a conquista de uma medalha de ouro no lançamento do peso feminino.

A resiliência de Auriol Dongmo, que recuperou a liderança perdida a meio do concurso do peso, para ganhar com uma grande marca.

Em Belgrado, a lançadora de origem camaronesa é uma das figuras destes Campeonatos do Mundo de atletismo em pista coberta, para além de dar a única medalha de ouro ao seu país de adoção.

A prova de Dongmo foi épica, já que entrou a liderar, numa confirmação do favoritismo apontado, mas acabou por cair para terceira, no decorrer da quinta série de lançamentos com a atleta dos Países Baixos, Jesica Schilder e a norte-americana Chase Healey a passaram-na e está a lançar 20,21 metros, recorde americano em pista coberta, que parecia já vitoriosa.

Mas com uma capacidade mental muito forte Dongmo, respondeu de imediato, superou as melhores expectativas e lançou a 20,43 metros, o seu novo recorde nacional absoluto, tornando-se não só a campeã mundial de pista coberta, com a detentora de uma das melhores marcas a nível mundial da última década.

 

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Imagem: © DR
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