O Primeiro-ministro de Moçambique, Carlos Agostinho do Rosário, afirmou que o aumento da procura de carvão, por parte de potências asiáticas como China e Índia, pode contribuir para elevar os ganhos à indústria extrativa e contribuir para o crescimento da economia nacional em 2021.

“Para o nosso país, o aumento da procura do carvão e outros produtos energéticos, em particular por parte da China e Índia, poderá propiciar ganhos na indústria extrativa e contribuir para o crescimento da economia nacional”, disse Carlos Agostinho do Rosário, que falava na Assembleia da República, durante a apresentação das propostas do Plano Económico e Social (PES) e do Orçamento do Estado (OE) para 2021.

Para 2021, prevê-se despesas de 368.5 mil milhões de meticais (moeda local), uma subida de 23.2 mil milhões de meticais em relação ao ano em curso.

Do montante previsto para as despesas, 238.2 mil milhões de meticais são para o funcionamento do Estado, 83.7 mil milhões para investimento e 46.5 mil milhões para as operações financeiras.

A proposta do Orçamento de Estado para 2021 tem um défice de 102.9 mil milhões de meticais, a ser coberto por créditos internos e externos, bem como por donativos.

O Primeiro-Ministro afirmou que o Governo prevê uma recuperação gradual da atividade turística decorrente do relaxamento das medidas restritivas de prevenção contra a COVID-19, o que irá facilitar o movimento de pessoas a nível interno e internacional.

Constitui igualmente uma janela de oportunidade para estimular o crescimento da economia moçambicana, o reforço da confiança que o país tem vindo a registar junto dos parceiros de cooperação.

Mina de Carvão em Moçambique

Segundo o governante, “é tendo em conta o atual contexto adverso, a nível interno e externo, e a existência de janelas de oportunidades para dinamizar a nossa economia que estruturamos o Plano Económico e Social e o Orçamento do Estado 2021, assente na continuidade de cinco linhas de ação”.

Trata-se de estímulos ao crescimento económico face ao impacto negativo da COVID-19; modernização da administração pública e dos mecanismos de arrecadação de receitas para o Orçamento do Estado; consolidação do processo de descentralização; reforço da boa governação e transparência; e fortalecimento da capacidade operativa das Forças de Defesa e Segurança (FDS) para garantir a tranquilidade e segurança públicas, bem como a integridade territorial.

As projeções do governo também apontam para a manutenção de uma inflação média anual igual ou inferior a cinco por cento; valor de exportações de 3,8 mil milhões dólares; constituição de reservas internacionais líquidas para cobrir 6,8 meses de importação de bens e serviços não fatoriais; e um fluxo de investimento direto estrangeiro no valor global de cerca de dois mil milhões de dólares.

Afirmou que a melhoria das condições de vida da população “irá traduzir-se, sobretudo, no maior acesso aos serviços de educação, saúde e proteção social, bem como na geração de cerca de 250 mil novos empregos a nível do sector público e privado”.

 

 

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