BAD: Mecanismo Africano de Estabilidade Financeira.

O Presidente do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), DAkinwumi Adesina, reiterou os seus anteriores apelos a um Mecanismo Africano de Estabilidade Financeira para fornecer amortecedores de liquidez para proteger o continente contra choques financeiros e económicos, lê-se num comunicado do BAD  a que teve acesso Mercados Africanos.

Adesina discursava perante os líderes africanos neste sábado, 5 de Fevereiro de 2022, na abertura da 35ª Assembleia da União Africana na capital etíope, Addis Abeba.

E acrescentou “enquanto outros continentes têm tais mecanismos, a África é o único que não o tem” e explicou que isto levou a efeitos de contágio e instabilidade regionais generalizados devido a choques financeiros induzidos pela Covid-19. “As economias africanas devem ser protegidas”.

Falando sobre outras áreas críticas para o continente, tais como a gestão da dívida, Adesina afirmou: “A dívida pública de África, atualmente estimada em 546 mil milhões de dólares, representa um quarto do PIB do continente e é superior ao total combinado das receitas governamentais anuais de 501 mil milhões de dólares”.

O líder do Grupo Bancário lembrou aos líderes africanos que tinham pedido a reafectação dos Direitos Especiais de Saque (DES) do FMI para serem canalizados através do Banco Africano de Desenvolvimento.

E explicou porquê:

“Passar os DES reatribuídos para África através do Banco Africano de Desenvolvimento servirá muito bem África, proporcionará uma alavanca financeira, e ajudará a recapitalizar outras instituições financeiras africanas, muitas das quais o Banco ajudou a criar”.

Referindo-se aa pandemia, Adesina sublinhou “A lição mais importante da pandemia de Covid-19 para África é a necessidade de construir um mecanismo de defesa contra choques externos, especialmente nos cuidados de saúde e na segurança financeira”.

“Investir na saúde é investir na segurança nacional”, disse Adesina “A África não pode dar-se ao luxo de entregar a segurança dos cuidados de saúde dos seus 1,4 mil milhões de cidadãos à benevolência de outros”.

Segundo ele estas são as três prioridades estratégicas para um sistema de defesa sanitária africano: “construção de infraestruturas sanitárias de qualidade; desenvolvimento da indústria farmacêutica do continente; e aumento da capacidade de fabrico de vacinas”.

E tal como Mercados Africanos já tinha noticiado, Adesina voltou a mencionar que o Banco Africano de Desenvolvimento planeava investir 3 mil milhões de dólares para apoiar a capacidade farmacêutica e de fabrico de vacinas em África.

Adesina terminou com uma nota de otimismo:  “Com a vossa ousada e visionária liderança, está a emergir uma nova África. Tal como a águia sobe acima das tempestades, também África subirá e alcançará o seu destino. África está destinada à grandeza”, insistiu.

 

O que achas desta situação? Adesina fez bem ao voltar a fazer este apelo? Queremos saber a tua opinião, não hesites em comentar e se gostaste do artigo partilha e dá um “like/gosto”.

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