A direção do Banco Africano de Desenvolvimento já aprovou o novo documento de endividamento para 2021, prevendo angariar um financiamento de 10,4 mil milhões de dólares para canalizar para os países africanos que combatem os efeitos da pandemia.

De acordo com um comunicado da direção, o programa aprovado “vai permitir ao banco angariar fundos nos mercados de dívida para ajudar a financiar os projetos e os programas em África”, o que é uma ótima notícia para os países africanos.

O financiamento do Banco nos mercados internacionais beneficia de uma taxa de juro significativamente mais baixa que a taxa que os investidores exigem para comprar dívida pública africana, que pode oscilar entre os 5% que a Costa do Marfim conseguiu já em dezembro, e os 10% que Angola teve de pagar por uma emissão feita há um ano, ainda antes da pandemia de covid-19.

Fazendo uso do ‘rating’ de triplo A, o mais elevado dado pelas agências de rating, o banco conseguiu financiar-se pagando uma taxa de juro de 0,75%, o que gera capacidade financeira para fazer investimentos nos países membros e apoiar projetos locais que fomentam o desenvolvimento e garantem o cumprimento das cinco áreas de atuação prioritária do banco, os chamados High Five: alimentação, energia, industrialização, integração e qualidade de vida.

No comunicado de imprensa, o Banco diz que vai continuar ativos nos vários mercados financeiros internacionais, incluindo o dólar, euro, dólar australiano e libra esterlina e garante que vai “continuar a promover o desenvolvimento dos mercados africanos de capitais com a emissão de dívida em moeda local para facilitar o financiamento das suas operações em moeda do país” onde opera.

O anúncio surge no seguimento de várias iniciativas já tomadas pelo banco para assegurar o reforço da robustez financeira desta entidade que é uma das mais prestigiadas e importantes no continente.

A emissão de 3 mil milhões de dólares foi feita em abril na bolsa londrina com o propósito específico de apoiar os esforços dos países africanos contra a covid-19 e valeu, para além da entrada no índice de sustentabilidade social, o título de maior emissão deste género.

O último balanço feito pelo banco relativamente às ajudas entregues aos países apontava, em agosto, para um valor de quase 3,5 mil milhões de dólares.

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